A capital da Groenlândia, Nuuk, registrou neste ano o mês de janeiro mais quente da sua história e superou um recorde de mais de um século, informou nesta segunda-feira o Instituto Meteorológico da Dinamarca.
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Enquanto a Europa e a América do Norte sofriam com uma onda de frio em janeiro, Nuuk registrou uma temperatura média mensal de 0,1°C, nada menos que 7,8°C acima da média para o mês de janeiro das últimas três décadas.
Este registro está 1,4 graus acima do recorde anterior de Nuuk, que datava de 1917, há 109 anos. No dia mais quente de janeiro em Nuuk, os termômetros subiram até os 11,3°C.
Desde o extremo sul da Groenlândia até a costa oeste, numa distância de mais de 2.000 quilômetros, a temperatura em janeiro estabeleceu recordes, indicou o instituto de meteorologia.
Em Ilulissat, na baía de Disko, a média de janeiro foi de -1,6°C, 1,3 graus a mais que o recorde anterior de 1929 e 11 graus mais quente que o normal para janeiro, assinalou o instituto.
Ocasionalmente, o ar mais quente varre a Groenlândia e traz temperaturas mais amenas durante um ou dois dias, mas um recorde de calor tão prolongado numa área tão extensa é “uma clara indicação de que algo está mudando”, disse o pesquisador climático Martin Olesen.
“Sabemos e podemos ver claramente que o aquecimento global está em pleno curso, o que, como era de se esperar, leva a mais recordes no extremo quente da escala de temperaturas e gradualmente a menos recordes no extremo frio”, assinalou.
A região ártica está na linha de frente do aquecimento global: aquece quatro vezes mais rápido que o resto do planeta desde 1979, segundo um estudo de 2022 publicado na revista científica Nature.