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segunda-feira, março 30, 2026

Sora fazia a OpenAI perder US$ 1 milhão por dia, apurou jornal

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O Sora era caro demais para ser mantido e por isso a OpenAI optou por descontinuá-lo, segundo apuração do Wall Street Journal. A plataforma, que ganhou destaque na mídia e viralizou nas redes sociais, fazia a empresa perder cerca de US$ 1 milhão (R$ 5,2 milhões) por dia, de acordo com uma fonte familiarizada com o assunto.

Apresentado em fevereiro de 2024, o Sora era uma ferramenta de inteligência artificial capaz de gerar vídeos a partir de comandos de texto. A tecnologia só foi liberada ao público geral em dezembro daquele ano — inicialmente restrita a assinantes. Já o Sora 2, versão aprimorada que viralizou nas redes, foi lançado em setembro de 2025, impulsionado por uma estratégia de exclusividade no iOS com distribuição por convites.

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No lançamento, o aplicativo atingiu rapidamente a marca de 1 milhão de usuários. No entanto, poucos meses depois, o número caiu para cerca de 500 mil, segundo dados da Similarweb, sem nunca voltar ao pico inicial.

O Sora 2 se destacava pela geração de vídeos extremamente realistas. Em outubro de 2025, a duração máxima dos vídeos foi ampliada: usuários gratuitos podiam gerar conteúdos de até 15 segundos, enquanto assinantes chegavam a 25 segundos, ambos com áudio sincronizado.

Sora prometia muito

A OpenAI apostava alto no projeto. A empresa anunciou um acordo plurianual com a Disney, que previa o licenciamento de mais de 200 personagens para uso na plataforma. Como parte da parceria, a Disney também se comprometeria a investir US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões) na startup e se tornaria uma das principais clientes.

Outra ideia anunciada era a de integrar vídeos gerados pelo Sora ao Disney+, dentro de um feed de vídeos verticais em desenvolvimento. Paralelamente, o mercado avançava em outras frentes: o Gemini ganhava popularidade entre o público geral, enquanto o Claude, da Anthropic, se consolidava entre programadores.

Nada vingou

Apesar das expectativas, o Sora não conseguiu se firmar. O acordo com a Disney nunca foi concretizado, mesmo após o anúncio público — a empresa, inclusive, teria sido informada do encerramento do projeto cerca de uma hora antes da divulgação oficial.

Por se tratar de uma plataforma de geração de vídeos, os custos operacionais eram elevados, especialmente pela necessidade de manter modelos avançados em funcionamento. Ao analisar os dados, a OpenAI concluiu que o projeto era financeiramente insustentável e optou por encerrá-lo completamente.

A integração com o ChatGPT, que permitiria criar vídeos diretamente dentro do chatbot, também foi cancelada.

Segundo o WSJ, a equipe do Sora será realocada para iniciativas de longo prazo, como projetos de robótica. A mudança está alinhada à estratégia da OpenAI de direcionar mais recursos computacionais para áreas com maior potencial de retorno econômico.

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[Fonte Original]

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