20.5 C
Brasília
sexta-feira, março 6, 2026

Combinação entre lojas físicas e comércio digital tem sido fundamental para alavancar vendas, diz Renner

- Advertisement -spot_imgspot_img
- Advertisement -spot_imgspot_img

O comando da Lojas Renner disse, nesta sexta-feira (6), que a combinação entre vendas em lojas físicas e comércio digital tem sido uma alavanca importante para a companhia melhorar sua venda por metro quadrado. “A relação entre os dois tem sido muito importante”, disse Fabio Faccio, CEO da Lojas Renner, em teleconferência com analistas.

Confira os resultados e indicadores da Renner e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360

Em 2025, o indicador totalizou R$ 17,2 milhões em vendas por m², crescimento anual de 7,3%, e cerca de 45% maior versus os concorrentes diretos. A contribuição do centro de distribuição (CD) em Cabreúva (SP) para a margem bruta foi questionada pelos analistas.

Segundo Faccio, o novo CD tem permitido à companhia distribuir produtos de forma mais granular nas lojas, gerando um aumento na venda de produtos novos e reduzindo a de itens remarcados, melhorando o tíquete médio e a margem. “Esse ganho tem sido incremental mês a mês”, disse.

Essa agilidade também tem contribuído para que a companhia consiga vender mais itens novos do que remarcados na transição de estações. “Isso serve para mudanças climáticas também”, disse Faccio.

Em relação às despesas operacionais, Daniel Santos, diretor financeiro de rede, disse que existem oportunidades de redução de custos tanto em “sell-in” — venda da indústria para o varejo — quanto em despesas com vendas gerais e administrativas (SG&A, na sigla em inglês). “Estamos trabalhando com uma consultoria externa para articular um plano de implementação”, afirmou.

O comando da Lojas Renner disse ainda que espera um primeiro semestre mais fraco e um segundo mais forte em 2026, ao contrário do comportamento observado em 2025. Segundo Fabio Faccio, essa perspectiva se deve pela base de comparação e pela dinâmica macroeconômica.

“Ano passado tivemos um primeiro semestre mais forte e um segundo mais fraco, então há uma inversão de base”, disse. Além disso, em 2025 a pressão da taxa de juros foi se intensificando ao longo do ano, enquanto que para 2026, a expectativa é de que ela vá diminuindo passar dos meses, acrescentou.

Sobre preços, novas lojas e crédito

Questionado sobre o posicionamento de preço da empresa, Faccio disse que a companhia está “bem colocada”. “Nesse momento, lembrando que o mercado é dinâmica, nosso preço médio em mesmos produtos está em linha com a inflação”, afirmou.

Sobre as lojas novas com menos de 12 meses de operação, Faccio explicou que as unidades têm uma venda por metro quadrado menor, por terem uma metragem menor, mas custo de ocupação e de mão de obra é melhor mais interessante do que a base consolidada.

Em relação à concessão de crédito através da Realize, braço financeiro do grupo, Daniel Santos disse que não há uma perspectiva de mudança na política no curto prazo. “Continuaremos sendo cautelosos”, afirmou.

[Fonte Original]

- Advertisement -spot_imgspot_img

Destaques

- Advertisement -spot_img

Últimas Notícias

- Advertisement -spot_img