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segunda-feira, março 9, 2026

ONU ressalta esforços para salvar animais que estão à beira da extinção

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A queda das populações de plantas, animais e insetos tem gerado temores de que o planeta Terra entre em sua sexta extinção em massa. As consequências seriam catastróficas tanto para as pessoas quanto para a natureza.

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, 1 milhão das 8 milhões de espécies que existem no mundo estão ameaçadas de extinção. 

Investimento em restauração

Essa fauna e flora são essenciais para o bem-estar humano, incluindo o fornecimento de alimentos e água potável, além da proteção contra desastres e doenças.

No âmbito da Década das Nações Unidas para a Restauração de Ecossistemas, muitos esforços estão em andamento para reviver habitats terrestres e marinhos, desde montanhas e manguezais até florestas.

O Pnuma reuniu exemplos notáveis de como esse investimento em restauração está ajudando a tirar mamíferos, répteis e aves da beira da extinção. 

Vista de uma onça-pintada descansando no chão

Proteção da onça-pintada na Mata Atlântica brasileira

Um dos casos é o do Brasil, com foco nas tentativas de recuperar a Mata Atlântica, uma vasta floresta que se estendia ao longo da costa brasileira e chegava ao Paraguai e Argentina.

Mais de 80% desse ecossistema foi destruído pela agricultura, pela exploração madeireira e pelos projetos de infraestrutura.

Esforços de restauração incluem a regeneração de florestas em terras abandonadas e a criação de corredores de vida selvagem entre áreas protegidas. Essas estratégias ajudam a preservar predadores como as onças-pintadas, que estão ameaçadas de extinção.

A população de onças-pintadas mais ao sul do mundo percorre a região do Alto Paraná, na Mata Atlântica, abrangendo as fronteiras entre o Brasil, a Argentina e o Paraguai.

Nessa área, a redução do desmatamento e a restauração de milhares de hectares de florestas ajudaram a população de onças a crescer cerca de 160% entre 2005 e 2018, chegando a 105 animais, embora o número tenha caído para cerca de 84.

Moçambique é um dos últimos redutos do dugongo

O único mamífero herbívoro do oceano, o dugongo, também luta para evitar a extinção. 

Esses animais que, são semelhantes a golfinhos, desapareceram ou declinaram em grande parte devido à caça, ao envolvimento com equipamentos de pesca e à perda da grama marinha da qual se alimentam.

A restauração e a proteção nos redutos restantes, que incluem Austrália, Moçambique e o Golfo Árabe, oferecem esperança. 

Nos Emirados Árabes Unidos, por exemplo, um projeto pretende restaurar um total de 19,5 mil hectares de manguezais, recifes de coral e prados de ervas marinhas até 2030 para ajudar a impulsionar a população de dugongos do Golfo, estimada em 5 mil animais.

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Gorilas se tornaram uma espécie em extinção. Nas últimas décadas, as populações de gorilas foram afetadas pela perda de habitat, doenças e caça furtiva, como é o caso na RD Congo

Gorilas e cobras

Outro exemplo positivo vem da África Central, onde existem apenas cerca de 1 mil gorilas-da-montanha na natureza. Esse número representa um aumento constante desde a década de 1980 e uma recompensa pelos trabalhos de proteção e restauração baseados em receitas turísticas.

Cerca de metade dos gorilas restantes habita o Maciço Virunga, uma área repleta de vulcões, cuja área protegida se estende pelas fronteiras de Uganda, Ruanda e República Democrática do Congo. Ameaças, incluindo insegurança e caça ilegal, além das mudanças climáticas e doenças, fazem com que os grandes símios permaneçam ameaçados.

O desafio da extinção também está presente em pequenos Estados insulares, como Antígua e Barbuda. A serpente antígua é um animal nativo, mas que foi dizimado por mangustos não nativos introduzidos na década de 1890 para controlar ratos.

Os mangustos se alimentavam das cobras, como resultado, em 1995, apenas cerca de 50 cobras dessa espécie sobreviveram.

Desde então, os esforços de restauração removeram predadores invasores, trazendo os ecossistemas de volta ao estado natural, e a população de serpentes antígua agora chega a mais de 1,1 mil.

[Fonte Original]

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