A Receita Federal anunciará na próxima segunda-feira, dia 16, as regras da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. O calendário oficial ainda não saiu, porém o cronograma deve seguir o padrão dos últimos anos.
A expectativa no meio contábil aponta início do prazo em 16 de março. O envio das declarações deve seguir até 29 de maio, último dia útil do mês.
Enquanto aguardam a confirmação oficial, muitos contribuintes já levantam uma dúvida recorrente neste ano.
Nova faixa de isenção não afeta declaração de 2026
A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais começou a valer em 1º de janeiro. O impacto no salário apareceu para parte dos trabalhadores desde fevereiro.
Mesmo assim, essa mudança não interfere na declaração entregue em 2026.
O motivo está no período analisado pela Receita. A declaração enviada neste ano considera rendimentos obtidos em 2025. Por isso, a nova regra só aparecerá de forma prática na declaração que será entregue em 2027.
Esse detalhe costuma gerar confusão.
Estar isento do pagamento mensal não significa, necessariamente, ficar dispensado da declaração. A obrigação depende também de patrimônio, investimentos e outras operações financeiras.
Quem deve declarar o Imposto de Renda em 2026
Pelas regras aplicadas no último exercício fiscal, devem declarar os contribuintes que, em 2025:
- Receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888, como salários, aposentadorias ou aluguéis
- Obtiveram rendimentos isentos ou tributados na fonte superiores a R$ 200 mil
- Tiveram receita bruta de atividade rural acima de R$ 169.440
- Obtiveram ganho de capital na venda de bens ou direitos
- Realizaram operações em bolsas de valores acima de R$ 40 mil
- Fizeram day trade com lucro
- Venderam ações com lucro em meses com volume superior a R$ 20 mil
- Possuíam bens ou direitos acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro
- Tornaram-se residentes no Brasil em 2025
- Declararam bens ou participações no exterior
- Foram titulares de trusts no exterior
- Atualizaram bens no exterior a valor de mercado ou receberam rendimentos financeiros estrangeiros
- Usaram isenção de ganho de capital na venda de imóvel residencial e reinvestiram em até 180 dias
Quem fica isento do Imposto de Renda
Hoje, o limite oficial de isenção permanece em R$ 2.428,80 por mês.
Com ajustes na tabela e deduções adicionais, a isenção prática alcança cerca de R$ 3.036 mensais, valor equivalente a dois salários mínimos em 2025.
A nova faixa de R$ 5 mil só terá efeito para rendimentos recebidos a partir de 2026. Portanto, ela aparecerá apenas na declaração enviada em 2027.
Documentos necessários para declarar o Imposto de Renda
Antes de preencher a declaração, o contribuinte precisa reunir documentos pessoais e comprovantes financeiros.
Documentos de identificação
- Documento com CPF, RG ou CNH
- Comprovante de endereço atualizado
- CPF do cônjuge
- Número do título de eleitor
- Recibo da declaração anterior
- Número do PIS, NIT ou inscrição no INSS
- Dados de dependentes e alimentandos
Comprovantes de renda
- Informes de rendimentos do titular e dependentes
- Extratos bancários e de investimentos
- Relatórios de aluguéis recebidos
- Informes de previdência privada
- Rendimentos de programas de incentivo à nota fiscal
Comprovantes de renda variável
- Notas de corretagem
- DARFs pagos
- Informes de rendimentos de investimentos
Restituições devem começar no fim de maio
O pagamento das restituições costuma seguir um cronograma em cinco lotes.
A previsão atual indica liberação do primeiro lote em 29 de maio. O quinto e último pagamento tende a ocorrer em 30 de setembro.
Informe de rendimentos é documento essencial
Empregadores, bancos e o INSS enviaram o informe de rendimentos até 27 de fevereiro, último dia útil do mês passado.
Quem não recebeu o documento deve solicitar diretamente à empresa ou acessar a declaração pré-preenchida da Receita Federal, disponível no início do período de envio.
Também chegaram até fevereiro os comprovantes usados para deduções, como gastos com planos de saúde e contribuições a fundos de pensão, que podem reduzir o imposto ou aumentar a restituição.
Com informações da Agência Brasil