Uma confluência mágica aconteceu em Santa Teresa quando o poeta Manuel Bandeira foi morar ali onde o bonde faz a curva. Tinha 34 anos e dois livros de poesia ao se instalar em 1920 no quarto de um casarão no Morro do Curvelo. Ao longo dos 13 anos em que viveu no bairro mais icônico do Rio de Janeiro, a literatura brasileira mudou de rumo. Primeiro o poeta de 20 anos e futuro embaixador Ribeiro Couto se encantou ao conhecer o guru reservado, oposto de sua personalidade expansiva. Tornou-se seu vizinho. Um dia Bandeira abre a janela e avista a jovem de 22 anos, recém-chegada. Emprestou o telefone, levou-a a Confeitaria Colombo. Era Nise da Silveira que revolucionaria a psiquiatria ao trocar choques elétricos e manuais por Machado de Assis, arte, bordados e pets.