As bolsas de Nova York se afastaram das mínimas da sessão, na medida em que os preços do petróleo desaceleram ganhos e caíram abaixo de US$ 100 o barril, diante de sinais de que o G-7 está preparado para liberar reservas estratégicas para estabilizar o mercado global, se necessário. O dólar no exterior também perdeu força.
Por volta das 13h20, o índice Dow Jones caía 0,88%, aos 47.082,35 pontos; o S&P 500 recuava 0,48%, aos 6.707,85 pontos e o Nasdaq Composto tinha queda de 0,11%, aos 22.364,09 pontos. As ações de semicondutores subiam, com a Broadcom em alta de 3,8%; a Micron Technology, de 2,1%; e a Advanced Micro Devices, de 1,9%.
O rendimento da T-note de dois anos subia a 3,592%, de 3,558% no fechamento anterior, enquanto o da T-note de dez anos avançava de 4,133% para 4,158%. O índice DXY – que mede a relação entre o dólar e uma cesta de moedas de países desenvolvidos – avançava 0,09% a 99,07 pontos.
Nos mercados de commodities, o petróleo Brent para entrega em maio subia 6,07% a US$ 98,35por barril, e o WTI para abril ganhava 5,24% a US$ 95,66. O Brent chegou a alcançar US$ 120 o barril mais cedo, maior valor desde julho de 2022, em meio a reduções na produção da Arábia Saudita, Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, além das interrupções nos fluxos do Estreito de Ormuz.
No entanto, surgiram relatos de que ministro de Finanças do G-7 consideram liberar reservas estratégicas de petróleo. O ministro francês, Roland Lescure, disse que uma decisão ainda não foi tomada, mas que as autoridades concordaram em usar todas as ferramentas necessárias, se for o caso, para estabilizar o mercado, incluindo a possível liberação das reservas necessárias.
“O mercado se acalmou um pouco com a perspectiva de uma liberação coordenada de reservas estratégicas de petróleo pelos aliados do G-7”, diz a diretora de pesquisa da XTB no Reino Unido, Kathleen Brooks, em nota. “No entanto, ainda existem riscos de alta para o preço do petróleo, e qualquer ação do G-7 hoje pode ter apenas um impacto temporário.”
O avanço nos preços do petróleo tem aumentado os temores dos investidores em relação à inflação e a uma política monetária mais restritiva. Na Europa, aumentaram as apostas de que os bancos centrais europeus podem elevar taxas de juros ainda este ano. Os rendimentos de títulos europeus dispararam.
Por fim, na frente de dados, investidores aguardam os números de inflação de fevereiro, na quarta-feira, e o índice de gastos de consumo pessoal e o relatório de emprego Jolts de janeiro, na sexta-feira. Além disso, os membros do Federal Reserve (Fed) estão atualmente em período de silêncio antes da reunião que definirá a taxa de juros em março.