Em mais uma sessão pautada pelos desdobramentos da guerra no Irã, os principais índices acionários americanos encerraram em queda, nesta quinta-feira (5). Novas ofensivas militares conduzidas por Teerã, Washington e Tel Aviv aumentaram a aversão a risco, além de colocarem a divulgação de indicadores econômicos em segundo plano.
O índice Dow Jones encerrou em queda de 1,61%, aos 47.954,74 pontos, o S&P 500 cedeu 0,57%, aos 6.830,68 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,26%, aos 22.748,99 pontos.
Os setores industrial (-2,21%); de materiais (-2,27%), bens de consumo essenciais (-2,43%) e saúde (-1,98%) tiveram as maiores desvalorizações do dia.
Sem a perspectiva de um acordo de cessar-fogo no radar, o petróleo teve forte avanço no dia e levou setores sensíveis à commodity a caírem. Receios sobre desaceleração econômica também influenciaram o humor do mercado.
Além dos novos ataques, os temores de que o conflito no Irã pode durar mais do que o esperado também contribuíram para o desempenho ruim em Wall Street. Segundo notícia da Reuters, a China estaria negociando a possibilidade de passagem segura de navios pelo Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã.
No cenário de dados, os pedidos iniciais de seguro-desemprego nos Estados Unidos mostraram estabilidade frente à semana anterior, ao somarem 213 mil solicitações, levemente abaixo do consenso de 215 mil. A produtividade do trabalho subiu 2,8% no quarto trimestre de 2025 em relação ao trimestre anterior, acima do consenso de alta de 1,8%. O destaque da semana será a divulgação do relatório oficial de emprego dos EUA, o chamado “payroll”, na sexta-feira (6).
O Citi avalia que é improvável que o “payroll” altere a “aparente estabilidade” do mercado de trabalho e projeta criação de 55 mil vagas, além de um avanço na taxa de desemprego para 4,4%, ante 4,3% em janeiro. “Esperamos dados mais fracos novamente, começando lentamente em março, mas com uma fraqueza mais evidente nos dados mensais no segundo trimestre”, aponta o banco.