Os principais índices acionários americanos encerraram esta quinta-feira (12) em forte queda, visto que não há sinais de uma resolução da guerra no Irã no horizonte e os ataques às estruturas petrolíferas no Oriente Médio parecem aumentar. O barril de petróleo atingiu a marca de US$ 100 hoje e reacendeu os temores inflacionários no mercado, o que pode ser visto no avanço do rendimento dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) de curto prazo.
O índice Dow Jones encerrou em queda de 1,56%, aos 46.677,85 pontos, o S&P 500 caiu 1,52%, aos 6.672,58 pontos, e o Nasdaq desvalorizou 1,78%, aos 22.311,98 pontos.
Os setores industrial (-2,52%), de consumo discricionário (-2,21%) e tecnologia (-1,72%) foram algumas das maiores perdas da sessão.
Os ataques contra navios no Estreito de Ormuz e as falas do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, de que a passagem permanecerá fechada, aumentaram o prêmio de risco da commodity. O avanço do petróleo se deu mesmo em meio às decisões de intervenção no mercado de energia pela Agência Internacional de Energia (AIE) e pelos Estados Unidos.
Os estrategistas de commodities do Rabobank ponderam que a marca de US$ 120 por barril será testada novamente se as liberações de petróleo forem debatidas por algum tempo e não implementadas imediatamente. O cenário-base para o banco é de um fechamento total do Estreito de Ormuz até março e de um retorno gradual até junho.
“Os EUA estão em um ponto crucial do conflito, onde precisam tranquilizar os mercados mundiais de que algo será feito para proteger a navegação, seja com o envio de tropas terrestres, intensificação das ações contra os pontos de ataque costeiro iranianos ou retirada”, disseram Joe DeLaura e Florence Schmit.
O cenário de crédito privado também segue no radar. Na esteira da redução de empréstimos pelo J.P. Morgan para fundos deste tipo, o Morgan Stanley limitou os resgates em um de seus fundos de crédito privado depois que investidores tentaram retirar quase 11% das ações em circulação, segundo reportagem da Reuters.