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sexta-feira, março 13, 2026

Bolsas de NY têm forte queda com barril de petróleo a US$ 100

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Os principais índices acionários americanos encerraram esta quinta-feira (12) em forte queda, visto que não há sinais de uma resolução da guerra no Irã no horizonte e os ataques às estruturas petrolíferas no Oriente Médio parecem aumentar. O barril de petróleo atingiu a marca de US$ 100 hoje e reacendeu os temores inflacionários no mercado, o que pode ser visto no avanço do rendimento dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) de curto prazo.

O índice Dow Jones encerrou em queda de 1,56%, aos 46.677,85 pontos, o S&P 500 caiu 1,52%, aos 6.672,58 pontos, e o Nasdaq desvalorizou 1,78%, aos 22.311,98 pontos.

Os setores industrial (-2,52%), de consumo discricionário (-2,21%) e tecnologia (-1,72%) foram algumas das maiores perdas da sessão.

Os ataques contra navios no Estreito de Ormuz e as falas do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, de que a passagem permanecerá fechada, aumentaram o prêmio de risco da commodity. O avanço do petróleo se deu mesmo em meio às decisões de intervenção no mercado de energia pela Agência Internacional de Energia (AIE) e pelos Estados Unidos.

Os estrategistas de commodities do Rabobank ponderam que a marca de US$ 120 por barril será testada novamente se as liberações de petróleo forem debatidas por algum tempo e não implementadas imediatamente. O cenário-base para o banco é de um fechamento total do Estreito de Ormuz até março e de um retorno gradual até junho.

“Os EUA estão em um ponto crucial do conflito, onde precisam tranquilizar os mercados mundiais de que algo será feito para proteger a navegação, seja com o envio de tropas terrestres, intensificação das ações contra os pontos de ataque costeiro iranianos ou retirada”, disseram Joe DeLaura e Florence Schmit.

O cenário de crédito privado também segue no radar. Na esteira da redução de empréstimos pelo J.P. Morgan para fundos deste tipo, o Morgan Stanley limitou os resgates em um de seus fundos de crédito privado depois que investidores tentaram retirar quase 11% das ações em circulação, segundo reportagem da Reuters.

Operadores na bolsa de valores de Nova York (Nyse) — Foto: Michael Nagle/Bloomberg

[Fonte Original]

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