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quinta-feira, março 19, 2026

Copom eleva projeção para o IPCA e diz que riscos à inflação se intensificaram com conflito no Oriente Médio

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Em relação aos números deste ano, houve um aumento relevante da projeção da inflação de preços administrados, que passou de 3,0% para 4,3%. Quanto ao IPCA de preços livres, houve um aumento de 3,5% para 3,7%.

Já em relação aos números para a inflação no horizonte relevante da política monetária, houve um aumento de 3,1% para 3,3% na estimativa para os preços livres e de 3,3% para 3,2% no IPCA de preços administrados.

O colegiado ressaltou que os riscos para a inflação, tanto de alta, quanto de baixa, se intensificaram após o início dos conflitos no Oriente Médio.

No documento, o Copom ressaltou que os riscos “já se encontravam mais elevados do que o usual” e subiram com os conflitos. Apesar dessa mudança, o colegiado decidiu manter os três riscos de alta e os três riscos da baixa que já vem sido mencionados nos últimos comunicados.

Entre os de alta, constam “uma desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado”, “uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto mais positivo” e “uma conjunção de políticas econômicas externa e interna que tenham impacto inflacionário maior que o esperado, por exemplo, por meio de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada”.

Já entre os riscos de baixa, o Copom voltou a mencionar “uma eventual desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada do que a projetada, tendo impactos sobre o cenário de inflação”, “uma desaceleração global mais pronunciada decorrente do choque de comércio e de um cenário de maior incerteza” e “uma redução nos preços das commodities com efeitos desinflacionário”.

O comunicado também destaca que o Copom continua acompanhando “como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza”. No comunicado de janeiro, o colegiado também mencionava que seguia acompanhado “os impactos do contexto geopolítico na inflação brasileira”. A parte de geopolítica foi tratada em outra parte do comunicado na reunião de março.

O Copom também destacou que os indicadores do final do ano passado mostraram desaceleração da atividade. No comunicado, o colegiado voltou a mencionar que o cenário continua sendo marcado por “expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, e pressões no mercado de trabalho”, mas, diferente da versão anterior, não mencionou “resiliência na atividade econômica”.

[Fonte Original]

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