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sábado, março 14, 2026

EUA ampliam isenções de sanções à Venezuela em meio à alta dos preços

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Os Estados Unidos ampliaram nesta sexta-feira (13) as isenções às sanções contra a Venezuela, facilitando investimentos nos setores de energia e petroquímica do país sul-americano e permitindo a exportação de fertilizantes, enquanto Washington tenta ajudar agricultores americanos afetados pela alta de preços provocada pela guerra no Irã.

O Departamento do Tesouro dos EUA emitiu três licenças gerais atualizadas como parte da medida. O órgão afirmou que as mudanças têm como objetivo apoiar a revitalização da indústria energética da Venezuela e garantir que os mercados globais de commodities permaneçam bem abastecidos, embora ainda não esteja claro quanto fertilizante o país terá disponível para exportar ou com que rapidez ele chegará aos EUA.

“Essas autorizações ampliam os investimentos e atividades permitidos na indústria de energia da Venezuela e permitem a exportação de fertilizantes diretamente para os Estados Unidos para apoiar nossos grandes agricultores americanos”, disse um funcionário do Tesouro.

A medida reflete o esforço do governo do presidente Donald Trump para amortecer o impacto do aumento dos preços de commodities sobre consumidores e agricultores americanos em meio ao conflito com o Irã, que elevou os custos de petróleo e fertilizantes e aumentou preocupações com uma inflação mais ampla.

As medidas apoiam especificamente atividades relacionadas à geração, transmissão e distribuição de eletricidade, consideradas essenciais para aumentar a produção de petróleo após décadas de subinvestimento.

Importações de fertilizantes

As autorizações permitem que entidades dos EUA comprem produtos petroquímicos venezuelanos, incluindo fertilizantes, para importação aos Estados Unidos, além da compra de petróleo venezuelano.

Também autorizam empresas a fornecer bens, serviços e tecnologia para apoiar os setores elétrico e petroquímico da Venezuela, ampliando permissões anteriores que se concentravam principalmente em petróleo e gás.

Além disso, as medidas permitem que empresas negociem contratos condicionais para novos investimentos nas indústrias de eletricidade e petroquímica do país, embora qualquer acordo final precise receber autorização separada do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro.

Transações envolvendo Rússia, Irã, Coreia do Norte, China e Cuba continuam restritas.

As ações fazem parte de uma série de ajustes nas sanções que Washington tem implementado desde a captura e remoção, em janeiro, do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro.

No início deste mês, autoridades americanas emitiram uma licença autorizando certas transações envolvendo ouro de origem venezuelana, enquanto as sanções ao petróleo já haviam sido amplamente relaxadas em fevereiro e janeiro.

A economia venezuelana foi duramente afetada por sanções, pelo que críticos descrevem como grave má gestão econômica e por uma série de escândalos de corrupção, alguns envolvendo autoridades de alto escalão.

[Fonte Original]

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