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quinta-feira, março 19, 2026

FMI diz que alta prolongada dos preços da energia pode impulsionar inflação e reduzir crescimento

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) disse nesta quinta-feira que está monitorando de perto os desdobramentos da guerra no Irã e as interrupções na produção de petróleo e gás, alertando que um aumento prolongado nos preços da energia pode elevar a inflação e reduzir o crescimento global.

A porta-voz do FMI, Julie Kozack, disse que o conflito já resultou em interrupções significativas nos embarques marítimos de petróleo e gás, elevando os preços do petróleo bruto em mais de 50%, para perto de US$ 115 por barril.

A instituição ainda não recebeu pedidos formais para conceder empréstimos emergenciais, mas afirmou que está pronta para ajudar os países-membros conforme o necessário, segundo a porta-voz.

Kozack disse que as autoridades do FMI estão em contato com ministros da Economia e presidentes de bancos centrais dos países-membros da instituição, além de organismos regionais.

A porta-voz do FMI afirmou que o impacto geral da guerra dependerá de sua duração, intensidade e abrangência. O Fundo levará o conflito em conta na atualização das perspectivas econômicas globais, a ser divulgada em meados de abril durante as reuniões anuais conjuntas com o Banco Mundial.

Segundo Kozack, o FMI adota uma “regra prática” que considera que cada aumento de 10% nos preços de energia, se mantido por cerca de um aumento, resultaria em um aumento de 0,4 ponto percentual na inflação global e em uma queda da atividade entre 0,1 e 0,2 ponto percentual.

Se os preços do petróleo permanecerem acima de US$ 100 por um ano, isso se traduzirá em impactos significativos na inflação e na produção econômica global, de acordo com Kozack.

A porta-voz do Fundo disse que os bancos centrais, disse ela, devem permanecer vigilantes diante da alta dos preços de energia, observando atentamente se a inflação está se expandindo além dos preços de energia e se as expectativas inflacionárias permanecem bem ancoradas.

Além disso, Kozack afirmou que a avaliação preliminar do FMI é de que a guerra enfraquecerá o crescimento nos países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), mas não deu detalhes. Muito dependerá, segundo ela, da capacidade desses países de retomar as exportações de petróleo e gás.

Sede do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington — Foto: Samuel Corum/Bloomberg

[Fonte Original]

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