O regulador do mercado de capitais de Gana selecionou 11 empresas para um projeto piloto de negociação de ativos virtuais, à medida que o país dá passos para adotar criptomoedas como parte de seu sistema financeiro.
O período piloto, que durará 12 meses, permitirá que as empresas testem seus produtos e serviços em um ambiente controlado, informou a Comissão de Valores Mobiliários de Gana (SEC) em comunicado nesta terça-feira (10).
A lista inclui cinco exchanges: Hyro Exchange, Hanypay, HSB Global, Koinkoin e WhiteBit, disse por telefone Mensah Thompson, diretor-geral adjunto de operações da SEC.
Vaulta, XChain e Bsystem participarão da fracionamento de ativos globais, acrescentou ele.
As demais empresas – Africoin, Blu Penguin e GoldBod – terão funções específicas: a Africoin fará a tokenização de ouro, a Blu Penguin tokenizará sistemas de pagamento e a GoldBod atuará como custodiante de todos os títulos lastreados em ouro, disse Thompson.
O maior produtor de ouro da África busca melhorar a transparência e a regulação das criptomoedas após relatos de que cerca de 3 milhões de ganeses — ou 17% da população adulta — negociam moedas virtuais. Isso afeta a gestão da moeda fiduciária e a medição do Produto Interno Bruto (PIB).
Em dezembro, os legisladores do país aprovaram uma lei para estabelecer o marco para adoção e regulação de criptomoedas, com o objetivo de garantir que “essa atividade emergente seja trazida para dentro de limites claros, responsáveis e bem governados”, disse na época o governador do Banco de Gana, Johnson Asiama.
Após seis meses de participação no piloto, as empresas cujos produtos e serviços estiverem prontos para o mercado e cumprirem todos os requisitos regulatórios poderão ser convertidas para uma licença completa, informou a SEC.
“Isso vai esclarecer requisitos de capital, padrões de custódia, obrigações de governança, medidas de proteção ao consumidor e estruturas de conformidade contra lavagem de dinheiro”, disse Del Titus Bawuah, presidente do Web3 Africa Group e CEO da Hyro Exchange.