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terça-feira, março 31, 2026

Ibovespa termina em alta, mas se afasta das máximas com escalada do conflito entre EUA e Irã

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, em múltiplas frentes, acabou pesando sobre ativos de risco durante a tarde, o que afetou em cheio o Ibovespa. Segundo participantes do mercado, o tom das declarações de autoridades dos Estados Unidos e do Irã, aliado à informação de que milhares de soldados americanos chegaram ao Oriente Médio, elevou os receios sobre uma piora do conflito.

Depois de subir até os 184.414 pontos pela manhã, impulsionado por informações de que alguns navios haviam atravessado o Estreito de Ormuz, o que provocou um alívio do risco global, o índice perdeu força na segunda metade do pregão com a escalada do conflito. No fim, o Ibovespa encerrou com ganho de 0,53%, aos 182.514 pontos, após tocar os 181.559 pontos, na mínima intradiária.

A alta de blue chips de commodities e de alguns bancos ajudou a manter um desempenho positivo da bolsa local, em um dia em que o fluxo estrangeiro também parece ter sido favorável. As ações da Petrobras responderam pelas maiores altas: as PN da petroleira subiram 0,53%, enquanto as ON avançaram 0,64%, o que pode indicar que houve compra do papel por parte de investidores não residentes.

Da mesma forma, o dia foi positivo para os papéis ordinários da Vale, que ganharam 0,63%. A companhia informou que estendeu a vida útil do complexo minerário de Itabira até 2053, ante estimativa anterior de 2041.

Bancos, por sua vez, fecharam mistos: as ações ON do Banco do Brasil cederam 1,15%, ao passo que as units do Santander ganharam 0,72%.

Em suas redes sociais, o presidente dos EUA, Donald Trump, publicou que, se Teerã não reabrir o Estreito de Ormuz, “concluiremos nossa adorável ‘estadia’ no Irã explodindo e obliterando completamente” usinas de energia elétrica, instalações petrolíferas e “possivelmente” infraestrutura de dessalinização.

A Casa Branca também informou que Trump estabeleceu o prazo de quatro a seis semanas para a guerra contra o Irã terminar. Segunda porta-voz, o republicano deseja um acordo antes do prazo de 6 de abril.

Já o Irã estaria pressionando os houthis, um grupo militante com base no Iêmen e apoiado pelo Irã, a se preparar para uma nova campanha contra a navegação no Mar Vermelho, caso os EUA intensifiquem ainda mais a guerra contra a República Islâmica, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg.

Embora a percepção atual seja de que o conflito pode se prolongar, a equipe de estratégia da XP, liderada por Fernando Ferreira, destaca que o Ibovespa tem apresentado certa resiliência, em meio ao conflito no Oriente Médio.

Em relatório, os profissionais da XP afirmam que as ações brasileiras apresentaram forte alta até quarta-feira passada, acumulando ganho de 5,2%, sustentado por expectativas de resolução do conflito no Irã, ao mesmo tempo em que o setor de óleo e gás continuou dando suporte ao índice.

“Essa combinação levou a um desempenho muito superior em relação aos mercados globais, fazendo com que o Ibovespa fosse o único grande índice global a encerrar a semana em território claramente positivo. O Brasil também seguiu se beneficiando de fluxos estrangeiros, com entradas líquidas de R$ 2,7 bilhões até quarta-feira”, observa a equipe.

“No entanto, o índice devolveu parte desses ganhos ao longo do restante da semana, com queda de 2,1%, pressionado principalmente por papéis cíclicos domésticos. O real também permaneceu relativamente resiliente, apoiado pela forte exposição do Brasil ao petróleo em sua pauta de exportações”, acrescentaram os profissionais.

Hoje, o volume financeiro negociado pelo Ibovespa chegou a R$ 18,6 bilhões e a R$ 25,2 bilhões na B3. Em Wall Street, os principais índices fecharam mistos: no fim, o Nasdaq recuou 0,73%; o Dow Jones teve alta de 0,11%; e S&P 500 recuou 0,39%.

[Fonte Original]

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