Antes do início do conflito no Oriente Médio, a percepção das empresas não financeiras sobre a situação econômica do país havia melhorado, mas ainda não tinha chegado a um patamar positivo, mostram os resultados da Pesquisa Firmus divulgados pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (30).
Nesta pesquisa, o BC coleta projeções e percepções de empresas do setor não financeiro sobre a economia. A edição divulgada nesta segunda-feira obteve 309 respostas entre os dias 9 e 27 de fevereiro, pouco antes de os Estados Unidos anunciarem a morte do aiatolá Ali Khamenei e o conflito no Oriente Médio se agravar.
Em uma das questões, o BC perguntou qual seria o sentimento predominante entre os profissionais do setor da empresa sobre a situação econômica atual e disponibilizou cinco opções de resposta: fortemente positivo; discretamente positivo; neutro; discretamente negativo e fortemente negativo.
No índice agregado, as respostas ficaram no neutro, mas estavam em “discretamente negativo” nas edições de maio, agosto e novembro do ano passado. Em fevereiro de 2025, o índice agregado estava no campo de “fortemente negativo”.
Ao serem questionados sobre o desempenho do setor em relação à taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos 12 meses, houve uma melhora na percepção. O índice de respostas estava em “em linha” até novembro do ano passado e passou para uma expectativa de ficar “discretamente acima” do PIB.
A Firmus também mostrou que, antes do início do conflito no Oriente Médio, a expectativa média era de diminuição dos custos de insumos. O índice agregado mostrava uma perspectiva de variação entre 2% e 4% para os próximos dois meses, enquanto na edição de novembro, o índice estava no campo de 4% a 6%.
A mediana de expectativas de inflação estava em 4% para 2026, contra uma projeção de 4,2% na edição da Firmus de novembro. Para 2027, a mediana continuou em 4%.