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sexta-feira, março 6, 2026

Petróleo deve ser líder disparado das exportações brasileiras em 2026, diz AEB

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A exportação brasileira avançou em fevereiro puxada pelas principais commodities que o Brasil exporta, com destaque para o avanço do petróleo, que promete ser a grande estrela dos embarques em 2026. No ano passado e em 2024 o petróleo já foi o principal produto das vendas externas brasileiras, mas este ano a liderança pode ser disparada. A avaliação é de José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior (AEB).

Segundo dados divulgados hoje pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic), a balança comercial fechou fevereiro com superávit de US$ 4,2 bilhões ante déficit de US$ 0,5 bilhão em igual mês do ano passado. No primeiro bimestre o saldo positivo alcançou US$ 8 bilhões, mais de quatro vezes o superávit de US$ 1,9 bilhão de igual período de 2025. O saldo deste ano resultou de US$ 50,9 bilhões em exportações e US$ 42,9 bilhões em importações.

“Fevereiro foi o mês das commodities”, diz Castro, considerando as exportações brasileiras. Petróleo, soja e minério de ferro elevaram o valor exportado em fevereiro, com altas respectivas de 76,5%, 15,5% e 20,9% ante igual mês de 2025. O destaque, diz Castro, foi para petróleo, cuja receita de exportação aumentou no período, mesmo com queda de 16,3% no preço. A quantidade mais que compensou a queda da cotação, com alta de 110,8%.

O petróleo mostra, diz, o aumento de volume já esperado. O embarque pode ainda ser potencializado pelos efeitos da guerra no Oriente Médio, que já tem pressionado os preços do barril do brent para cima. Os primeiros sinais das cotações mais altas, diz ele, devem aparecer já na balança de março.

Também olhando para o primeiro bimestre, o petróleo tem desempenho notável, ressalta Castro, com alta de receita de exportação de 14,5%. A quantidade embarcada aumentou 39,5% contra iguais meses de 2025, o que mais do que compensou a queda de 17,9% nos preços médios do período. “No ano passado o petróleo foi o item mais exportado pelo país, mas a soja ficou quase empatada. Este ano tudo indica que o petróleo ficará na frente, disparado”, diz. Pelos dados do Mdic o petróleo foi responsável por 12,8% das exportações brasileiras em 2025, seguido de 12,5% da soja.

Com o forte desempenho das commodities, a China também ganha cada vez mais protagonismo como destino das exportações brasileiras, diz Castro. Pelos dados da Secex, os valores embarcados rumo à China no primeiro bimestre subiram 25,7% contra iguais meses de 2025. Para os Estados Unidos, a queda foi de 23,2% e para a Argentina, de 25,4%.

Nas importações totais, os dados da Secex mostram queda de 7,3% no primeiro bimestre, com redução que incluiu os principais países e regiões fornecedoras do Brasil, inclusive a China, com recuo de 19,9% no primeiro bimestre ante igual período do ano passado. As compras externas vindas dos Estados Unidos, Argentina e União Europeia também caíram em taxas de 13,7%, 16,6% e 11,1%, respectivamente. Trata-se de reflexo da desaceleração da demanda doméstica brasileira, diz Castro.

Petróleo — Foto: Leo Pinheiro/Valor

[Fonte Original]

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