Os contratos futuros de petróleo operavam em alta nesta quarta-feira e ampliaram os ganhos vistos mais cedo na sessão. O mercado digere as notícias de que Agência Internacional de Energia (AIE) irá propor a maior liberação de reservas emergenciais de petróleo da história, ao mesmo tempo que agências internacionais reportaram que o Irã está plantando minas ao longo do Estreito de Ormuz.
Próximo às 10 horas, o WTI para março subia 3,92%, saindo a US$ 86,72. O vencimento de abril também tinha valorização da ordem de 4%. O contrato do Brent para abril avançava 3,97%, a US$ 91,29 e o vencendo em maio também tinha elevação de mais de 3%.
A batalha de narrativas sobre o conflito têm contribuído para o alto grau de volatilidade do barril. O petróleo chegou a cair quase 20% na mínima intradiária da sessão passada, mas encerrou com perdas próximas de 10%. O movimento de queda livre foi desencadeado após relatos de que navios estavam passando pelo Estreito de Ormuz, fato que foi desmentido pelos governos americano e iraniano.
Para o analista-chefe de commodities do SEB Research, Bjarne Schieldrop, não parece que o mercado acredite que a “maior liberação de reservas estratégicas de todos os tempos” vá ajudar muito a combater a crise atual. “Não há sinais de que o mundo seja capaz de abrir o Estreito de Ormuz à força, como prometido”, acrescenta.
Schieldrop ainda alerta para o risco de impactos duradouros na estrutura petrolífera iraniana. “Os Estados Unidos querem encerrar o conflito o mais rápido possível e desejam que os preços do petróleo voltem rapidamente ao normal. Israel, por outro lado, provavelmente quer aproveitar esta oportunidade única para destruir e degradar completamente o Irã”, argumenta.