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segunda-feira, março 2, 2026

Rumos 2026: Real não é patinho feio no meio da crise no Irã, diz SulAmérica Investimentos

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O conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel é um fator de cautela adicional para o Copom na condução da política monetária, mas o real e o Brasil não estão numa situação de “patinho feito” diante dos olhos dos investidores globais. A avaliação é da economista-chefe da SulAmérica Seguros, Natalie Victal.

Na avaliação da economista, que participou do evento “Rumos 2026”, promovido pelo Valor Econômico em São Paulo, o país se beneficia pelo fato de que é exportador líquido de petróleo, o que pode beneficiar a balança comercial e também as contas públicas, já que um preço mais alto do barril significa também mais royalties e dividendos da Petrobras.

Por outro lado, um petróleo mais caro também é fator adicional de pressão à inflação e isso pode complicar a vida do Copom, especialmente em um momento em que as fontes de desinflação são de caráter volátil, como a própria apreciação do real desde 2025, pondera.

“Então não é à toa que o Banco Central foca em cautela ao falar do começo do ciclo de cortes. O patamar atual da Selic é elevado, mas também temos que levar em consideração que os juros de longo prazo lá fora serão estruturalmente mais altos”, seguiu a economista da SulAmérica, em referência ao cenário global piora generalizada dos indicadores fiscais pós-pandemia, o que só é agravado pela guerra do Irã.

Para Victal, o conflito no Golfo Pérsico corrobora a ideia de um ciclo moderado de cortes da Selic, reunião a reunião e sem precipitação. “Estamos em um momento em que a inflação corrente está baixa e sabemos que isso faz crescer a pressão por intensificação dos cortes. Mas seria muito ruim fazer de maneira apressada agora, queimar a largada e ter que reverter isso lá na frente.”

Sobre o cenário para 2027, ela concorda que é preciso endereçar o fiscal, mas pondera que o país poderá fazer esse debate em um quadro social “muito menos complexo”, com desemprego e inflação em baixa e Banco Central Independente.

“O arcabouço fiscal não foi bem sucedido em termos de entregar trajetória de dívida decrescente, mas também nunca se propôs a isso. Então é preciso endereçar o tema pelo gasto”, afirmou.

[Fonte Original]

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