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quinta-feira, março 26, 2026

Safra eleva projeção do Ibovespa para 220 mil pontos em 2026

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O Safra elevou sua projeção para o Ibovespa ao fim de 2026 de 198 mil para 220 mil pontos, com potencial de valorização de 18,65% do patamar atual. A revisão reflete a adoção de um novo múltiplo sobre as estimativas de lucro por ação das empresas listadas, projetadas em 22.106 pontos, ante 21.283 anteriormente, em meio à expectativa de afrouxamento monetário ao longo do ano.

Ao considerar premissas de custo de capital e crescimento de longo prazo, o banco estima um múltiplo justo de 9,3 vezes, abaixo da média histórica de dez anos. Diante de estudos que apontam a tendência de expansão os múltiplos do Ibovespa em ciclos de queda de juros, o Safra incorporou um ajuste parcial de 0,65 vez, chegando a um preço sobre lucro (P/L) projetado de 10 vezes.

Embora o conflito no Oriente Médio tenha desencadeado um choque nos preços do petróleo e elevado a incerteza em relação à política monetária, o Safra observa que esses choques na commodity tendem a ser temporários, com normalização gradual dos preços, permitindo a retomada das tendências anteriores ao longo do tempo.

Nesse contexto, à medida que as incertezas relacionadas à guerra diminuírem, o banco avalia que a bolsa brasileira deve voltar a refletir seus fundamentos, que seguem sólidos e atrativos. Entre os principais pontos estão os “valuations” ainda descontados, com o mercado negociando a 9,5 vezes e 8,4 vezes os lucros estimados para 2026 e 2027, respectivamente, frente a 11,6 vezes e 10 vezes nos mercados emergentes.

Além dos preços atrativos, o Safra destaca a continuidade do ciclo de queda de juros — ainda que limitada pela pressão do petróleo —, o que deve favorecer a recuperação dos lucros, além da rotação global de capital de mercados desenvolvidos para emergentes, com maior peso de setores ligados à economia real.

O banco afirma que uma boa forma de se posicionar é por meio de setores defensivos, como utilidades públicas e telecomunicações; de ações líquidas que se beneficiam de fluxos internacionais, como bancos e commodities, incluindo óleo e gás, além de mineração e siderurgia; e de empresas sensíveis a juros, como construção, shoppings e transporte.

Entre os principais riscos para o mercado acionário brasileiro estão uma desaceleração mais forte da economia global, com impacto sobre as commodities; deterioração fiscal adicional no Brasil; crescimento mais fraco do PIB dos EUA; piora do ambiente geopolítico com choque inflacionário; aperto monetário mais intenso nos EUA; mudanças tributárias no Brasil; e quebra do padrão histórico de normalização dos ativos após choques geopolíticos.

[Fonte Original]

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