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domingo, março 1, 2026

5 Ideias Que Revelam o Reencontro da Fendi com Maria Grazia Chiuri

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Fendi e Maria Grazia Chiuri, reunidos novamente, para uma grande estreia. Não era pouca a expectativa para a primeira coleção da estilista à frente da direção criativa da grife romana durante a semana de moda de Milão, que acaba de começar trazendo as coleções para o Inverno 26. O desfile marcou não apenas um debut, mas um retorno para casa, onde o histórico da Fendi encontrou o pragmatismo contemporâneo de Maria Grazia.

Para onde aponta o futuro desta parceria criativa? Listei para vocês os cinco pontos fundamentais para entender o início desse novo capítulo na história da moda.

A PALAVRA É PRAGMATISMO

Se na Dior o futuro era feminino (vide a frase-slogan “The Future is Female” que se tornou viral após estampar t-shirts da maison francesa sob o comando de Maria Grazia), na Fendi o futuro é pragmático. E é ela mesma quem diz: “nós temos que ser pragmáticos. Essa é a hora, se queremos ir adiante rumo ao futuro dessa indústria”.

Divulgação

A declaração vai na contramão do que a estilista italiana afirma ver como “estilistas que fazem entretenimento”, criando algo surpreendente, para fazer barulho uma única vez. E o que ela quer dizer com isso? Nas roupas, a tradução estava em roupas funcionais, livres de excessos, feitas para acompanhar o ritmo de vida da mulher contemporânea: explorando um guarda-roupas de separates, camisas eram combinadas à saias e calças de alfaiataria, sobrepostas por paletós.

Outra tradução possível: Maria Grazia está interessada em construir uma história a longo prazo na casa italiana – nos moldes da relação de quase uma década que criou com a Dior – e sabe que, para ser bem sucedida nisso, é preciso criar uma base para isso, indo muito além da peça viral da temporada.

O ENCONTRO NÃO É DE HOJE

Não foi um “blind date”. Muito pelo contrário: ao convidar Maria Grazia para assumir a direção criativa de suas linhas feminina e masculina, a Fendi sabia bem com quem iria se encontrar (foi nessa grife que a estilista deu o pontapé inicial na carreira em 1989, assumindo o design de acessórios aos 24 anos sob a mentoria das irmãs Paola, Anna, Franca, Carla e Alda Fendi).

Que esse romance é recíproco? Isso ficou claro no desfile de estreia, em que foi possível encontrar diversos traços autorais da estilista em meio aos códigos da grife: pense na combinação de camisas brancas com saias mídi rendadas, que revelam uma feminilidade balanceada com certa sobriedade, ou então nas próprias t-shirts com frases que citei logo acima.

Divulgação

Um bom exemplo desse remix estava no vestido feito de renda de couro, revelando tanto a vocação de Maria Grazia para criar peças femininas timeless quanto o savoir-faire artesanal da grife.

AS COLABORAÇÕES COM ARTISTAS CONTINUAM

Se Maria Grazia fez história como primeira diretora mulher da Dior, outros gestos de valorização da produção criativa feminina ganharam o spotlight através de uma série de colaborações com artistas mulheres (se o assunto te interessa, recomendo o documentário “Her Dior” que fala exatamente sobre esse assunto!).

Pois essa história ganha novos capítulos na Fendi: cachecóis de futebol com slogans como “Enraizada, mas não presa” e “Presente, mas não dependente” da artista italiana SAGG Napoli, acompanharam diversos looks, assim como as joias do arquivo da artista Mirella Bentivoglio.

Divulgação

PARA SEMPRE ELAS, AS BAGUETTES

Quentes, saídas do forno: uma sequência de novas bolsas Baguette (contei nada menos que 20 variações assistindo ao desfile, enquanto fazia as malas para a Paris Fashion Week!) surgiu na passarela e já entrou na wishlist de muita gente. Maria Grazia vai atender aos nossos desejos: três desses modelos já estão disponíveis em pré-venda no site global da marca, com entrega antecipada para abril (a coleção, de fato, só começa a chegar nas lojas a partir de julho).

Na minha lista? Os modelos de animal print emoldurados por couro vermelho ou preto; as Baguettes com acabamento em couro trançado e também o modelo com estilo militar – sobre isso a gente fala no item abaixo.

TWENTY-FOUR-SEVEN WOMEN

Pode ter parecido austeridade para alguns, mas eu enxergo como praticidade: Maria Grazia nos ofereceu opções de looks para todos os momentos da vida da mulher. Dá para entender bem essa intenção quando observamos, num mesmo desfile, modelos cruzando a passarela com looks utilitários (amo o macacão estilo aviador e as bermudas com bolsos cargo usadas com salto alto) e também vestidos fluidos de tecidos ultrafinos com acabamento acetinado.

Se o lema da estilista foi “menos eu, mais nós”, a gente pegou o recado: tem algo ali para toda mulher.

Com Antonia Petta e Milene Chaves

[Fonte Original]

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