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quinta-feira, março 5, 2026

Além do passaporte, brasileiros precisarão de autorização para entrar nesse país

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Brasileiros que pretendem viajar ao Japão nos próximos anos terão uma nova etapa no planejamento da viagem. A partir de 2028, o governo japonês exigirá uma autorização eletrônica de entrada chamada Jesta, mesmo para turistas que atualmente não precisam de visto.

A medida inclui visitantes de 74 países, entre eles o Brasil, e faz parte de uma estratégia para reforçar o controle migratório e tornar o processo de chegada mais rápido nos aeroportos do país asiático. Na prática, o viajante continuará dispensado do visto tradicional, porém terá que solicitar a autorização online antes do embarque.

O que é o Jesta

O Japanese Electronic System for Travel Authorization, conhecido pela sigla Jesta, funciona como um sistema digital de pré-aprovação de viagens. A proposta segue modelos já adotados por outros destinos internacionais, como o sistema eletrônico usado pelos Estados Unidos.

Antes de viajar, o turista deverá preencher um formulário online com informações pessoais, dados do passaporte e detalhes da viagem. As autoridades japonesas analisarão essas informações antecipadamente, permitindo identificar possíveis riscos de segurança e reduzir casos de permanência irregular.

Com essa análise prévia, o controle migratório tende a ocorrer de forma mais rápida na chegada ao país. O passageiro desembarca já com a autorização validada, o que diminui filas e etapas presenciais nos aeroportos.

Além do passaporte, brasileiros precisarão de autorização para entrar nesse país – Créditos: (Reprodução/N1N)

Novas exigências para turistas brasileiros

A mudança altera a rotina de quem se acostumou a viajar ao Japão sem burocracia recente. Desde 2023, quando o país retirou a exigência de visto para brasileiros em viagens curtas, o destino passou a atrair mais visitantes do Brasil.

Agora, o cenário muda novamente. Além do passaporte válido, será necessário solicitar o Jesta com antecedência e aguardar aprovação antes do embarque. Sem essa autorização, a companhia aérea poderá impedir o embarque do passageiro.

Outro ponto ainda em aberto envolve o custo do processo. O governo japonês confirmou a cobrança de uma taxa administrativa, mas ainda não divulgou o valor. Esse detalhe deve influenciar o planejamento financeiro dos viajantes, especialmente em viagens familiares ou de longa duração.

Especialistas em turismo avaliam que a exigência não deve reduzir o interesse pelo destino, embora acrescente uma etapa extra na organização da viagem. Países que adotaram sistemas semelhantes registraram adaptação rápida dos turistas após a fase inicial de implementação.

Como funcionará o sistema

O Japão aposta no Jesta para lidar com o crescimento acelerado do turismo internacional. Em 2024, o país recebeu quase 37 milhões de visitantes estrangeiros, número que pressionou aeroportos e estruturas migratórias.

Com o novo sistema, as autoridades conseguem analisar dados antes da chegada dos viajantes. Isso permite separar previamente casos que exigem análise mais detalhada e liberar com maior rapidez turistas considerados de baixo risco.

Após a aprovação, o visitante poderá realizar viagens de curta duração sem solicitar visto tradicional, desde que respeite as regras de permanência estabelecidas pelo país.

Para brasileiros que sonham em conhecer cidades como Tóquio, Osaka ou Kyoto, a recomendação passa a ser clara, acompanhar as orientações oficiais e incluir a autorização eletrônica no checklist da viagem. O passaporte continuará essencial, mas, a partir de 2028, ele sozinho já não será suficiente.

[Fonte Original]

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