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domingo, março 15, 2026

Maria Fernanda Cândido É 1ª Brasileira a Usar Alta Joalheria Tiffany no Oscar 2026

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Morando na França há quase dez anos, a atriz Maria Fernanda Cândido acompanha à distância, mas com entusiasmo, o novo momento de projeção internacional do cinema brasileiro. Neste domingo à noite, em Los Angeles, ela estará entre os convidados da 98ª edição do Oscar, acompanhando de perto a repercussão de O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura.

“Mesmo morando na França consigo sentir esse clima de Copa do Mundo, essa vibração coletiva”, diz a atriz. Para ela, o filme simboliza um momento importante do audiovisual nacional. “O Kleber conseguiu fazer uma obra que fala do Brasil, mas também dialoga com o mundo.”

Para a cerimônia, Maria Fernanda escolheu um vestido da estilista Vivienne Westwood combinado com peças de alta joalheria da Tiffany & Co., tornando-se a primeira brasileira a usar criações dessa coleção da maison no tapete vermelho do Oscar.

Em conversa sobre o atual momento do cinema nacional, sua trajetória internacional e os próximos projetos, a atriz refletiu sobre a recepção global das produções brasileiras e o caminho que a levou a transitar entre o cinema europeu, Hollywood e os palcos de teatro em Paris.

Confira a entrevista exclusiva com a atriz a seguir.

Morando na França há quase 10 anos, como é ver essa euforia com as indicações e premiações brasileiras fora do país? Mesmo estando longe, esse clima chega até você?

Sim, mesmo morando na França consigo sentir esse clima de Copa do Mundo, essa vibração coletiva. O Agente Secreto é um filme que ultrapassou as fronteiras brasileiras. Ele foi muito bem acolhido em vários países. O Kleber Mendonça Filho conseguiu fazer um filme que fala do Brasil, mas que também dialoga com o mundo. E o Wagner Moura está simplesmente brilhante.

Como você tem observado a mudança na recepção internacional das produções brasileiras? O que filmes como O Agente Secreto e Ainda Estou Aqui têm de diferente?

Os frutos que estamos colhendo hoje são consequência de um trabalho que vem sendo feito pelos profissionais do audiovisual brasileiro há décadas. Eu sinto que o cinema brasileiro atingiu uma maturidade. Conseguimos falar de temas universais para públicos de diferentes países, mas mantendo nossa identidade, nossa cultura e nossa tradição cinematográfica.

Você também foi uma das primeiras atrizes brasileiras a atuar em uma grande produção internacional recente, como Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore. Como foi abrir esse caminho?

Na minha trajetória, um filme muito importante foi O Traidor, de 2019, dirigido por Marco Bellocchio. Foi com ele que tive o privilégio de ir ao Festival de Cannes pela primeira vez. Depois veio Animais Fantásticos, que também marcou um momento importante na minha carreira.

Fiz outros projetos internacionais, como La Chambre des Merveilles, dirigido por Liza Azuelos, além de filmes italianos e brasileiros. Quando escolho um trabalho, procuro seguir aquilo que realmente faz sentido para mim. São projetos pelos quais me apaixono e que dialogam com meu percurso artístico. O reconhecimento acaba sendo uma consequência desse caminho.

Quais são suas expectativas para o Oscar com O Agente Secreto? E como está sendo viver essa experiência em Los Angeles?

Este ano temos uma concorrência muito forte, com filmes excelentes. Mas acredito muito em O Agente Secreto, que é um concorrente importante. As minhas expectativas são positivas.

Vou me preparar em Los Angeles junto com toda a equipe do filme. Estaremos hospedados no mesmo hotel e provavelmente iremos todos juntos para a cerimônia. Essa preparação também faz parte do ritual do Oscar, é um momento muito especial.

Além do cinema, você também tem atuado no teatro, inclusive em Paris. Qual é a maior diferença entre fazer teatro no Brasil e na França?

As diferenças estão mais nas questões administrativas e burocráticas. Cada país tem suas regras e estruturas de produção. Mas, artisticamente, a experiência é muito semelhante. O contato direto com o público e aquele instante único que acontece entre os atores e a plateia é igual em qualquer lugar.

Quais são seus próximos projetos?

Em 2026 e 2027 tenho bastante teatro programado. Também estou analisando alguns projetos para o audiovisual, mas ainda não posso falar muito sobre eles.

[Fonte Original]

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