A B3 S.A. teve uma receita de R$ 131 milhões com os seus produtos de criptomoedas, que são os contratos de futuros de Bitcoin, Ethereum e Solana. A bolsa de valores brasileira divulgou na sexta-feira (27) os resultados do quarto trimestre de 2025 e os dados gerais de todo o desempenho financeiro do ano passado.
No segmento de Derivativos, o volume médio diário negociado (ADV) totalizou 10,7 milhões de contratos, uma queda de 6,8% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. A B3 aponta que a retração ocorreu por conta dos menores volumes de derivativos de criptoativos e câmbio.
Quando se analisa a métrica de Receita por Contrato (RPC), é possível ver a importância que o setor cripto já tem para a bolsa de valores: mesmo com a redução no volume negociado, a RPC avançou 0,3%, impulsionada principalmente pelos contratos de juros e de criptoativos. Isso indica que, apesar de menos negócios fechados, cada contrato passou a gerar mais receita para a bolsa, refletindo maior sofisticação, estruturação e valor agregado nas operações envolvendo ativos digitais.
A receita com criptomoedas da bolsa no último trimestre de 2025 foi de R$ 24 milhões. Isso é uma queda muito grande comparada com o primeiro trimestre do ano passado, quando o montante ficou em R$ 47 milhões.
B3 cresce 5,2% em 2025 e lucra R$ 5,3 bilhões
No consolidado de 2025, a B3 S.A. registrou receita de R$ 11,1 bilhões, alta de 5,2% em relação ao ano anterior. Segundo a companhia, o desempenho reflete a estratégia de diversificação de receitas, com crescimento em todos os segmentos de atuação. As despesas somaram R$ 3,4 bilhões, avanço de 1%, evidenciando controle de custos mesmo diante de investimentos em tecnologia e ampliação do portfólio de produtos.
O lucro líquido recorrente atingiu R$ 5,3 bilhões, crescimento de 10% na comparação anual. O lucro por ação foi de R$ 1,01, alta de 16%, impulsionado também pelos programas de recompra de ações realizados ao longo do ano. Ao todo, o retorno aos acionistas somou R$ 6,3 bilhões, entre juros sobre capital próprio e recompras, equivalente a um payout de 137%.
No segmento Mercados, que engloba renda variável, derivativos, renda fixa e crédito, a receita foi de R$ 7,4 bilhões, avanço de 3,1%. Mesmo com queda nos volumes de derivativos, a receita do segmento recuou apenas 1,5%, para R$ 3,6 bilhões, demonstrando a resiliência do modelo de tarifação. Já a renda fixa e crédito registraram crescimento expressivo nas emissões e no estoque de títulos, enquanto as áreas de tecnologia, dados e soluções para o mercado de capitais também apresentaram expansão de dois dígitos, reforçando a estratégia de diversificação da companhia.
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