O Bitcoin (BTC) enfrenta um novo teste macro à medida que os mercados passam a precificar com mais força uma possível recessão nos Estados Unidos em 2026.
Principais pontos:
O Bitcoin pode enfrentar seu primeiro grande teste em uma recessão desde o crash da COVID-19.
As chances de recessão nos EUA disparam após alerta de Larry Fink, da BlackRock.
A forte correlação do BTC com ações “extremamente sobrevendidas” continua.
Moody’s aponta probabilidade de recessão próxima de 50%
Dados destacados nesta semana por Axel Adler Jr., da CryptoQuant, mostram que as probabilidades de recessão estão se aproximando de 50%.
O próximo bull market do Bitcoin pode surgir justamente a partir de uma desaceleração econômica nos EUA, cenário que vem ganhando força entre participantes do mercado.
“A Moody’s Analytics elevou a probabilidade de recessão nos EUA nos próximos 12 meses para 48,6%, enquanto o Goldman Sachs aumentou sua estimativa para 30%”, destacou Adler no X.
Traders de mercados de previsão concordam, com as chances de recessão atingindo 36% na Kalshi, o nível mais alto desde setembro de 2025.
A guerra entre EUA e Irã e seu impacto nos preços globais do petróleo estão no centro dessa escalada. Relatos recentes sobre possíveis negociações para encerrar o conflito e reabrir o Estreito de Ormuz aumentaram a incerteza nos mercados de risco.
“Isso mantém pressão de alta sobre os preços do petróleo, que recentemente ultrapassaram um nível historicamente associado a recessões”, comentou a Mosaic Asset Company em sua newsletter “The Market Mosaic”.
Segundo a Mosaic, aumentos de 50% no preço do petróleo acima da tendência de longo prazo — como ocorre agora — “foram observados antes ou durante quase todas as recessões dos últimos 50 anos”.
“Os preços do petróleo estão diretamente correlacionados com a inflação, onde um aumento de US$ 10 por barril pode elevar a inflação em 0,20% ou mais”, acrescentou.

Grandes nomes do mercado compartilham dessa preocupação, incluindo Larry Fink, CEO da BlackRock.
“Teremos uma recessão global”, disse ele à BBC nesta semana, referindo-se aos impactos de o Irã continuar sendo uma ameaça à economia global, mesmo que a guerra termine.
Bitcoin segue atrelado a ações “extremamente sobrevendidas”
O Bitcoin tem pouca experiência com recessões ao longo de seus menos de 20 anos de existência.
Em 2020, a recessão nos EUA entre fevereiro e abril precedeu uma forte alta do BTC, após o ativo inicialmente cair junto com outros mercados no crash global de março.

Como reportado anteriormente, a correlação do Bitcoin com ações americanas aumentou em 2026, o que pode ampliar tanto o risco quanto o potencial de recuperação.
“Embora a incerteza sobre inflação e política monetária esteja pesando sobre o mercado, as condições são muito favoráveis para ao menos um rali de curto prazo”, afirmou a Mosaic.
“Diversos indicadores de sentimento e posicionamento apontam para pessimismo excessivo, enquanto métricas de amplitude mostram níveis extremamente sobrevendidos.”

Este artigo não contém aconselhamento ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento ou negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar a sua própria pesquisa ao tomar uma decisão. Embora nos esforcemos para fornecer informações precisas e oportunas, a Cointelegraph não garante a exatidão, a integridade ou a fiabilidade de qualquer informação contida neste artigo. Este artigo pode conter declarações prospectivas sujeitas a riscos e incertezas. A Cointelegraph não será responsável por quaisquer perdas ou danos decorrentes da confiança nessas informações.