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terça-feira, março 17, 2026

Como declarar criptomoedas no Imposto de Renda 2026

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Com a temporada do Imposto de Renda de 2026 prestes a começar, investidores de criptomoedas ficam atentos para não caírem na malha fina, principalmente em um momento regras mais rígidas e uma Receita Federal mais atenta sobre a atuação de exchanges e operações com ativos digitais.

Na prática, não houve uma revolução nas regras para quem comprou, vendeu ou apenas manteve criptomoedas em carteira ao longo de 2025. Ainda assim, o momento exige atenção redobrada: é justamente nesta época do ano que o Fisco intensifica o cruzamento de dados e cobra coerência entre o que foi movimentado em exchanges, informado mensalmente por plataformas e declarado pelo contribuinte.

Neste ano, o prazo de entrega vai de 23 de março a 29 de maio, segundo a Receita.

No caso das criptomoedas, a lógica geral continua a mesma. Os ativos seguem sendo tratados como bens sujeitos a ganho de capital, e não como moeda de curso legal. Isso significa que o investidor precisa olhar com atenção tanto para a ficha de patrimônio quanto para a eventual tributação sobre lucros em vendas.

O imposto não nasce simplesmente por possuir Bitcoin, Ether ou stablecoins, mas a obrigação de informar corretamente as posições e operações continua sendo central para evitar inconsistências, especialmente em um ambiente de fiscalização mais digitalizado.

Novidade do ano

A principal novidade do IR 2026 para esse mercado é a entrada das criptomoedas na declaração pré-preenchida. Na prática, operações feitas em corretoras brasileiras passarão a aparecer automaticamente no rascunho da declaração, com base nas informações que essas plataformas já enviam ao governo desde 2019 por força da Instrução Normativa 1.888.

A pré-preenchida, segundo a Receita, estará totalmente disponível já no início do prazo de entrega. Para acessá-la, o contribuinte precisa usar conta gov.br de nível prata ou ouro.

A mudança tende a reduzir erros de digitação e omissões, mas não elimina a responsabilidade do investidor. Mesmo com dados importados automaticamente, cabe ao contribuinte conferir se saldos, custos de aquisição e informações sobre custódia estão corretos.

Isso é importante porque a pré-preenchida depende dos dados reportados por terceiros e pode não refletir com perfeição operações feitas fora de exchanges nacionais, em autocustódia ou em plataformas estrangeiras. Em outras palavras, a novidade facilita o preenchimento, mas não substitui a revisão.

Como declarar criptomoedas

Na declaração anual, as criptomoedas devem ser informadas na ficha de Bens e Direitos, no Grupo 08 – Criptoativos, sempre pelo valor de aquisição, e não pelo preço de mercado em 31 de dezembro. A Receita determina que cada tipo de criptoativo com custo de aquisição igual ou superior a R$ 5 mil seja declarado separadamente, com os códigos específicos do grupo. Também é preciso individualizar os ativos por categoria para preservar o custo médio de cada um, o que será relevante em caso de venda futura com lucro.

Na prática, isso significa que o contribuinte deve abrir um item para cada cripto relevante que possua, informar a quantidade, o nome do ativo, a forma de custódia e, quando for o caso, a exchange e o CNPJ da plataforma brasileira. Se a guarda for própria, a orientação é detalhar o tipo de carteira utilizada. Para compras feitas no exterior, o valor precisa ser convertido para reais pela cotação PTAX do dia da aquisição.

Já a tributação continua separada da simples declaração patrimonial. Segundo a Receita, há isenção de imposto sobre ganho de capital quando o total das alienações de criptoativos no mês fica em até R$ 35 mil. Acima disso, o lucro passa a ser tributado pelas alíquotas progressivas de ganho de capital, hoje entre 15% e 22,5%, e o recolhimento deve ser feito até o último dia útil do mês seguinte ao da operação, por meio de DARF.

A Receita também já esclareceu que essa regra considera o conjunto das alienações no mês, no Brasil ou no exterior, e não apenas uma moeda específica.

Em resumo, o IR 2026 não muda a essência da vida do investidor cripto, mas eleva o nível de rastreabilidade. Com a pré-preenchida incorporando dados desse mercado, o espaço para omissões tende a diminuir. Para quem operou pouco, a tarefa pode ficar mais simples, enquanto para quem negociou em várias plataformas, usou autocustódia ou teve operações no exterior, a palavra de ordem continua sendo organização.

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