A tecnologia Pix e as stablecoins combinadas podem ser o segredo para resolver alguns gargalos que o sistema financeiro ainda apresenta no Brasil e no mundo. A tese foi apresentada e elaborada em painel de debate com especialistas do mercado cripto nesta quinta-feira (19) no Merge São Paulo.
Cristian Bohn, diretor para América Latina da Circle, apontou que “Pix e stablecoins são complementares para possibilitar pagamentos transfronteiriços instantâneos”. O executivo disse que a empresa se vê no papel de fazer a ponte entre sistemas nacionais, como o Pix no Brasil e o Bre-B na Colômbia.
“O pagamento é feito em um país usando sua tecnologia local. Então entra a Circle com as stablecoins para movimentar o dinheiro entre fronteiras e, depois, usar o sistema do outro país para converter no dinheiro local. Isso tudo em uma operação que demora ao todo 30 segundos”, afirmou Bohn.
Ainda sobre as sinergias entre Pix e stablecoins, Carlos Jiménez, diretor da Rain, lembrou que o sistema brasileiro de pagamento facilita a entrada de novas pessoas para o setor cripto. “Por ser uma tecnologia que todos conhecem e sabem usar, torna mais fácil a troca de reais por stablecoins, que é o primeiro passa para outros tipos de transação”.
Movendo valores na internet
Outro ponto abordado no painel foi a expectativa de que as criptomoedas ganhem cada vez mais espaço. O diretor da Circle, Cristian Bohn, afirmou que a tecnologia blockchain é melhor do que as disponíveis e isso naturalmente vai guiar o mercado.
“Blockchain é a maneira de mover valores com a velocidade da internet. Não tem motivos para não adotar, é uma questão de tempo e de avanços na regulamentação”, disse Bohn.
Carlos Eduardo Franco Russo, CEO da Bloquo, prevê que o SWIFT, sistema internacional para transações bancárias, irá perder relevância em um futuro próximo. “Stablecoins são hoje 3% das transações internacionais no Brasil. Nós prevemos que em pouco tempo isso irá saltar para algo entre 30% e 40%”, afirmou.
Outro ponto destacado por Russo é que a tecnologia das criptomoedas ainda tem uma barreira de entrada grande, já que os sistemas são complexos e não intuitivos. Mas isso também está mudando rapidamente.
“O usuário precisa de uma camada de abstração. Mas os agentes de IA não. Eles podem entender como funciona um protocolo, operar e fazer a operação em qualquer ambiente complexo. Isto vai facilitar a transição para um mundo com mais presença de criptomoedas”, disse Russo.
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