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quinta-feira, março 19, 2026

“VASP as a Service”: Como as OTCs cripto sobreviverão às novas regras do BC

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A nova regra do Banco Central do Brasil que obriga todas as prestadoras de serviços de ativos virtuais (PSAVs) a obter uma licença para continuar operando no país já começa a mudar o panorama do mercado.

Isso porque empresas que até então operavam sob seus próprios moldes, agora precisarão cumprir uma série de novas regras, como a exigência de capital mínimo, além de um prazo apertado para se regularizar. O problema — e também uma possível solução — foi discutido pelo diretor de Novos Negócios do MB | Mercado Bitcoin, Fabricio Tota, nesta quinta-feira (19), durante o evento Merge São Paulo.

Segundo ele, empresas menores que atuam com criptomoedas têm três caminhos diante da nova regulação: “A primeira opção é se tornar uma PSAV do zero, o que exige tempo, energia e, eventualmente, habilidades que nem todos dominam. A segunda opção é operar no limite, até quando for possível, sem licença regulatória — o que não é uma boa ideia. A terceira opção é continuar operando e crescendo, mas com segurança e foco no cliente. Nossa proposta é prover esse tipo de solução e ser uma ‘VASP [sigla em inglês para PSAV] as a Service’”, disse Tota.

O executivo afirma que o MB vê uma oportunidade em oferecer sua infraestrutura a empresas cripto com operações sólidas e base de clientes, mas que enfrentam dificuldades para cumprir as exigências do Banco Central.

O foco inicial é atrair negócios de Over The Counter (OTC), que oferecem negociação direta de criptomoedas entre duas partes, fora das exchanges.

Leia também: Regras do BC para cripto vão consolidar gigantes e fechar pequenos, dizem executivos

A ideia é simples: o MB oferece sua estrutura regulada e atua nos bastidores, enquanto o agente OTC segue operando normalmente, mas com a segurança de ter um parceiro com todas as licenças necessárias para garantir o correto andamento das operações, tanto para a empresa quanto para o investidor final.

“Você origina os clientes, fecha operações, mantém o relacionamento. Enquanto isso, o MB vai prover as licenças, a governança, a responsabilidade operacional, realizar o Know Your Customer, cuidar dos trâmites regulatórios e da prevenção à lavagem de dinheiro”, explicou.

Outro ponto em que o MB busca atrair parceiros para esse modelo de “VASP as a Service” é a oferta de infraestrutura de APIs, permitindo que se conectem e acessem melhores preços para trading.

Atualmente, o MB já fornece a infraestrutura para a venda de criptomoedas da Magalu e da Ativa, corretora de investimentos. Além disso, mantém parcerias com mais de 100 escritórios autônomos e 3 mil assessores, que acessam os produtos da plataforma para seus clientes.

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[Fonte Original]

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