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domingo, março 29, 2026

Washington processa Kalshi por apostas ilegais e amplia cerco a mercados de previsão

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O estado de Washington entrou na ofensiva judicial contra a Kalshi e processou a plataforma de mercados de previsão sob a acusação de violar as leis estaduais de jogos de azar. Na ação, o governo afirma que os produtos da empresa funcionam, na prática, como apostas online disfarçadas de contratos de previsão, em um estado que mantém mercado de apostas rigidamente regulado e proíbe jogos online.

Segundo o processo, a Kalshi exibe em seu site e aplicativo eventos sobre os quais os usuários podem apostar, com probabilidades e pagamentos potenciais, em uma lógica que Washington compara diretamente à de casas de apostas esportivas.

A Procuradoria do estado sustenta que chamar o serviço de “prediction market” (mercado de previsão) não muda sua natureza econômica e jurídica, e acusa a companhia de se enquadrar em definições locais de gambling (aposta), professional gambling (aposta profissional) e bookmaking (agenciamento de apostas).

A ação também afirma que a plataforma promove comportamento aditivo e teria direcionado parte de sua comunicação a universitários. A Kalshi reagiu pedindo a remoção do caso para a esfera federal e disse que já discute essas mesmas questões em outros tribunais do país. Em nota citada pela imprensa, a empresa afirmou que opera como uma bolsa regulada nacionalmente e submetida à jurisdição federal exclusiva, e não como sportsbook ou cassino regulado pelos estados.

Leia também: Políticos dos EUA proíbem funcionários de usar mercados de previsão

O caso reforça uma reação crescente dos estados americanos contra empresas de prediction markets. Na semana passada, Nevada obteve vitória em uma corte de apelação para manter uma ordem temporária que obriga a Kalshi a retirar do estado contratos ligados a esportes, entretenimento e eleições por pelo menos duas semanas, até nova audiência marcada para 3 de abril. A disputa pode acabar chegando à Suprema Corte dos EUA, segundo especialistas ouvidos pela imprensa americana.

A pressão regulatória também atingiu a Coinbase, parceira da Kalshi. Em Nevada, uma juíza determinou que a exchange mantenha a suspensão de sua oferta de contratos baseados em eventos no estado, entendendo que esses produtos se enquadram na definição local de sports pools. Esse movimento mostra que o debate deixou de ser apenas conceitual e passou a gerar restrições concretas à operação das plataformas.

Kalshi avança em licença para margem enquanto enfrenta processos

A nova frente judicial surge justamente quando a Kalshi tenta sofisticar sua operação e se aproximar mais de investidores institucionais. Nesta semana, a empresa obteve, por meio de sua afiliada Kinetic Markets, autorização para atuar como futures commission merchant, passo que abre caminho para oferecer negociação com margem a clientes profissionais.

Negociação com margem significa permitir que investidores abram posições sem precisar depositar todo o capital da operação de saída, algo comum em mercados financeiros tradicionais, mas ainda novo no universo regulado dos mercados de previsão. Antes de lançar o produto, porém, a empresa ainda precisa de aprovação adicional da Commodity Futures Trading Commission, a CFTC, para mudanças de regras que permitam operar sem colateral integral desde o início.

O contraste ajuda a resumir o momento da Kalshi. De um lado, a companhia tenta se vender como infraestrutura financeira mais próxima de bolsa e derivativos, mirando o dinheiro institucional e expandindo sua engenharia de mercado. De outro, enfrenta um cerco crescente de estados que enxergam seus contratos como uma forma de aposta online travestida de produto financeiro. Washington é o caso mais recente, mas dificilmente será o último.

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