A Confederação Nacional das Indústrias (CNI) divulgou mais um estudo sobre o impacto da redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana, proposta que está em debate no Congresso. O novo levantamento estima que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve registrar um recuo de 0,7% ao fim do processo de ajuste à nova carga horária máxima para os trabalhadores no país. Esse percentual equivale a uma perda de R$ 76,9 bilhões para a economia brasileira.
O trabalho detalha a distribuição desse valor pelos diferentes setores da economia. A indústria será o segmento mais afetado proporcionalmente, com redução de 1,2% do seu PIB (ou R$ 25,4 bilhões), seguida pelo comércio (-0,9%, equivalente a R$ 11,1 bilhões).
Os demais impactos no PIB dos setores serão de -0,8% em serviços (R$ 43,5 bilhões), -0,4% em agropecuária (R$ 2,3 bilhões) e -0,3% em construção (R$ 921,8 milhões).
Este é o terceiro estudo da CNI sobre o tema da redução de jornada de trabalho no país e do fim da escala 6×1, debate que se acentuou com o avanço das negociações entre governo e Congresso para votar a proposta ainda este ano.
A publicação calcula o impacto imediato da redução da jornada, antes de qualquer estratégia de recomposição dessas horas pelos empresários. As contas levam em consideração que a queda das horas trabalhadas corresponde a um recuo da intensidade do trabalho dos empregados atuais, dado que os salários são mantidos. Neste exercício, a produtividade por hora fica constante.
Para compensar a redução das horas trabalhadas e manter o mesmo nível de atividade, as empresas podem contratar horas extras ou contratar novos funcionários.