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sábado, abril 4, 2026

Petróleo dispara em meio a incerteza sobre guerra no Oriente Médio

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Os contratos futuros do petróleo apresentaram forte alta nesta quinta-feira, devolvendo o alívio visto na véspera, após o pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ontem à noite frustrar as expectativas dos investidores sobre os próximos passos na guerra no Oriente Médio. Embora ele tenha confirmado a intenção de acabar com o conflito nas próximas duas a três semanas, os participantes do mercado esperavam um cronograma mais detalhado sobre seus planos para um cessar-fogo e a reabertura do Estreito de Ormuz.

No fechamento, o petróleo tipo Brent (referência mundial) com vencimento em maio teve alta de 7,77%, cotado a US$ 109,03 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI (referência americana) com entrega prevista para junho subiu 11,41%, a US$ 111,54 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). No acumulado da semana, os contratos subiram 3,52% e 11,94%, respectivamente.

Os contratos futuros do petróleo saíram das máximas do dia após a notícia de que o Irã estaria elaborando um plano com o Omã para monitorar o tráfego no Estreito de Ormuz, segundo a agência de notícias estatal IRNA, contribuindo para aliviar o humor nos mercados. A ideia seria facilitar e garantir uma passagem segura aos navios, de acordo com a agência.

Nesta tarde, no entanto, Trump voltou a ameaçar o Irã, dizendo que o país deveria chegar a um acordo “antes que seja tarde demais”. Em resposta ao discurso do presidente americano de ontem, Teerã voltou a atacar Israel e países vizinhos do Golfo nesta quinta-feira.

“Mesmo após um cessar-fogo mutuamente acordado, operadores portuários, armadores, práticos e tripulações ainda precisariam estar confiantes de que as condições são seguras para retornar ao Golfo Pérsico”, comentam analistas de commodities do J.P. Morgan, em relatório. Eles assumem que empresas de transporte marítimo exigiriam cerca de duas semanas para confirmar que os riscos às tripulações diminuíram antes de retomar as travessias.

Nas primeiras três semanas após um provável fim da guerra, a equipe do banco espera que 6,3 milhões de barris por dia de produção sejam restabelecidos, o que representa cerca de metade do volume total interrompido. “A reabertura do Estreito desencadearia uma normalização rápida, porém desigual, com os preços financeiros se ajustando muito mais rapidamente do que os fluxos físicos”, dizem os analistas. “Os mercados precificariam não apenas a retomada do trânsito, mas também um retorno completo às condições normais de oferta, algo que, na prática, levará meses para se concretizar.”

[Fonte Original]

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