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sábado, abril 4, 2026

Rendimentos dos Treasuries sobem após ‘payroll’ mais forte do que o esperado

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Os rendimentos dos Treasuries ampliaram os ganhos, especiamente na ponta curta, e foram às máximas da sessão até agora, após a divulgação do relatório de empregos (“payroll”) de março, que mostrou uma criação de vagas na economia americana bem acima do esperado pelos participantes do mercado. As bolsas americanas estão fechadas por conta do feriado da sexta-feira santa e o mercado de bonds fecha mais cedo, às 13h (de Brasília).

Por volta das 11h30, os rendimentos dos Treasuries com vencimento em 2 anos subiam para 3,858%, de 3,809% no fechamento anterior, e os rendimentos dos Treasuries com vencimento em 10 anos avançavam para 4,352%, ante 4,357%% na última sessão.

Segundo o “payroll”, a economia dos Estados Unidos criou 178 mil vagas de emprego em março, o que ficou bem acima da estimativa média de 59 mil dos economistas consultados pelo The Wall Street Journal. A taxa de desemprego ficou em 4,3%, levemente abaixo do consenso de 4,4%.

Os salários ficaram abaixo do esperado pelos participantes do mercado. A remuneração média por hora foi de US$ 37,38 em março, representando uma alta de 0,2% sobre o mês anterior, ficando levemente abaixo do consenso de alta de 0,3%. Sobre o mesmo período no ano anterior, houve um avanço de 3,5%, ante estimativa média de 3,7% dos economistas.

Andrew Grantham, da CIBC Economics, acredita que os dados devem aliviar os temores de enfraquecimento no mercado de trabalho americano por enquanto. “O emprego nas folhas de pagamento se recuperou mais do que o esperado em março, e a taxa de desemprego recuou levemente”, ele comenta em nota.

Ele também pontua que, embora o menor crescimento dos salários não seja positivo para as famílias, diante dos preços mais altos de combustíveis, pode aliviar as preocupações do Federal Reserve (Fed) quanto a pressões inflacionárias mais disseminadas. “O relatório veio claramente melhor do que o esperado e reforça a abordagem atual de esperar para ver do Fed”, avalia Grantham.

“Trata-se de uma recuperação sólida do “payroll” após o fraco relatório de fevereiro. Nesse ritmo de crescimento do emprego, o Fed terá espaço para adiar novos cortes de juros até que haja maior clareza sobre a guerra no Oriente Médio”, comentam Ian Lyngen e Vail Hartman, estrategistas de renda fixa do BMO Capital Markets.

Na mesma linha, Isadora Junqueira, economista da AZ Quest, expllica que, apesar do número forte de geração de vagas, o Fed deve continuar em modo de espera. Ela também afirma que uma certa recuperação na criação de vagas era esperada para a leitura do “payroll” neste mês, após o efeito do inverno e das greves na última leitura.

“O Fed sinaliza que ainda não tem clareza sobre os efeitos da guerra sobre a economia como um todo, o que acaba deixando a atuação mais limitada neste momento. Além disso, pelo lado do mandato de emprego, não há pressão para mudanças na taxa de juros agora”, ela afirma.

[Fonte Original]

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