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segunda-feira, abril 13, 2026

Cadê Del? Mães atípicas procuram o prefeito de Simões Filho para expor o sofrimento dos filhos, mas não conseguem falar com o gestor

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Um grupo de mães de crianças com autismo realizou, na manhã desta segunda-feira, 13, um protesto em frente à Prefeitura de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. Elas tentaram falar com o prefeito Del do Cristo Rei, mas não conseguiram.

O ato reuniu mulheres que lidam diariamente com a rotina intensa de cuidar de filhos com necessidades especiais. Durante a manifestação, elas cobraram melhorias urgentes na educação, mais suporte dentro das salas de aula e também denunciaram dificuldades no acesso à saúde das crianças.

Além da falta de apoio escolar, as mães relataram problemas para conseguir acompanhamento médico regular para os filhos. Outro ponto crítico envolve a ausência de medicamentos das crianças na farmácia básica do município, situação que, segundo elas, se arrasta por meses e compromete o tratamento contínuo.

Tentativa de diálogo com o prefeito

Durante o protesto, as mães buscaram uma reunião com o prefeito. No entanto, conseguiram falar apenas com o secretário de Governo, Pastor Rogério de Jesus.

Segundo o grupo, ele pediu que apenas três mães subissem para conversar. Mesmo assim, o encontro não avançou. O secretário orientou que elas retornem na quarta-feira, 15.

“Disseram apenas que o prefeito não estava na casa.”, disse uma mãe.

A resposta não agradou. As manifestantes já haviam procurado a Secretaria de Educação e também conversado com o presidente da Câmara. Apesar disso, nenhuma medida concreta saiu do papel até agora.

Falta de apoio nas escolas preocupa famílias

As manifestantes apontam um problema recorrente: a ausência de auxiliares para acompanhar estudantes com deficiência. Em muitas turmas, apenas a professora assume todas as funções.

Esse cenário pesa. E muito. Sem apoio, o ensino perde qualidade, principalmente para alunos que exigem atenção individual. As mães dizem que a situação afeta diretamente o desenvolvimento das crianças.

Além da escola, surgem outras dificuldades:

  • demora no acesso a acompanhamento médico
  • falta de medicamentos na farmácia básica por meses
  • ausência de suporte contínuo na rede pública

Esses obstáculos se acumulam e aumentam a pressão sobre as famílias.

Atividades inadequadas levantam críticas

Outro ponto chamou atenção durante o protesto. Mães relatam que adolescentes, alguns com até 14 anos, ainda recebem atividades básicas, como pintura.

Para elas, isso mostra falta de adaptação pedagógica. O ensino, nesses casos, não acompanha a idade nem as necessidades dos alunos. O atraso se torna inevitável.

 O que diz a prefeitura?

O Portal N1N entrou em contato com a assessoria de comunicação de Simões Filho e, até a última atualização da matéria, não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação da gestão municipal.



[Fonte Original]

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