O Bitcoin (BTC) está posicionado para uma alta neste ano, apontam dados macroeconômicos e informações vindas da leitura on-chain e de gráficos. A análise foi feita pelo MB | Mercado Bitcoin em um relatório divulgado ao mercado na terça-feira (31).
O relatório aponta que o Bitcoin pode buscar a faixa de US$ 84 mil ainda neste trimestre, caso um cenário otimista no qual a guerra no Oriente Médio perca força.
Em um cenário mais desafiador, com uma guerra prolongada e uma maior pressão macroeconômica, o Bitcoin pode cair para a região dos US$ 50 mil. Mas este cenário teria uma recuperação rápida ao longo do ano, pois a empresa vê o Bitcoin muito bem estruturado.
Segunda a plataforma de ativos digitais, o Bitcoin ganhou um espaço importante no atual cenário geopolítico. Enquanto ativos tradicionais se desvalorizaram nos 20 primeiros dias de guerra no Oriente Médio (ouro caiu 12,9% e o Índice S&P 500 4,4%),a criptomoeda subiu 6%.
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Essa resiliência e bom desempenho do Bitcoin está enraizada em fatores internos do mercado de criptomoedas. O primeiro ponto é que os detentores de longo prazo acumularam desde o dia 13 de fevereiro 192 mil BTC, um número bastante forte.
O segundo ponto é que os ETFs de Bitcoin voltaram a ter um fluxo intenso: de 24 de fevereiro até 24 de março, os fundos registraram entradas de US$ 2,5 bilhões. Esses aportes foram feitos em um momento de alta instabilidade do mercado, com o índice de medo e ganância pendendo com muita força para o medo.
“Enquanto o sentimento de mercado estava em medo ou medo extremo, os ETFs mostraram força. É como alguém comprando imóvel em um bairro que ainda está em reforma. Não é impulso. É visão de longo prazo”, afirma o MB.
E o terceiro ponto é que as empresas de tesouraria de Bitcoin, como Strategy e Metaplanet, estão comprando bitcoins em maior velocidade do que estes são gerados.
No primeiro trimestre a mineração de Bitcoin gerou 40,5 mil BTC. Enquanto isso, as empresas de tesouraria de Bitcoin compraram 86,6 mil BTC.
“Se juntarmos todas as peças, a leitura fica mais clara. No passado, quando o mercado caía, a responsabilidade de segurar o preço ficava quase toda nas mãos dos investidores de longo prazo. Era como um lado muito pesado de vend e um lado sozinho tentando absorver. Agora isso mudou”, afirma o relatório.
Segundo a análise do MB, hoje existe um colchão de demanda muito maior: investidores de longo prazo acumulando, ETFs voltando a comprar, e empresas absorvendo mais do que a oferta nova.
“Ou seja, o outro lado da balança, aquele que absorve as vendas, ficou mais forte. Isso não impede a queda. Mas, na nossa visão, muda a intensidade dela. Em vez de quedas profundas e prolongadas, o cenário passa a ser de correções mais curtas e com recuperação mais rápida.”
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