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quarta-feira, abril 1, 2026

“Maior sonegador de impostos do Brasil” tem fazenda de mineração de Bitcoin nos EUA

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O empresário Ricardo Magro, que é apontado pela imprensa brasileira como o maior sonegador de impostos do Brasil, foi identificado em reportagem da revista Piauí como dono de uma fazenda de mineração de Bitcoin nos Estados Unidos.

A operação ocorre na cidade de McAllester, no estado de Oklahoma, e especialistas ouvidos pelo veículos estimam que a produção geraria um total de US$ 600 mil (R$ 3 milhões) por mês, com um lucro de 30% desse total. 

A empresa se chama Minefficien­cy, e foi registrada em Delaware, no ano de 2021. Em seu site oficial, a companhia indica que o endereço oficial da empresa é na Rua Singer, nº 88, em São Francisco, Califórnia. Porém, a reportagem apurou que este endereço não existe. 

A apuração revelou que documentos oficiais do Texas mostram que a Minefficiency é controlada pela J. Global Energy Holdings Inc., a empresa que seria de Ricardo Almagro e que controla negócios bilionários no Brasil e no mundo. 

A Receita Federal vem monitorando a situação de Magro, que recebeu da imprensa e do mercado financeiro o título de “o maior sonegador de impostos do Brasil”. Mas a Piauí mostra que o órgão brasileiro responsável por arrecadar impostos ainda desconhece o fato de que o empresário é dono da fazenda de mineração. 

Segundo a revista, a  Receita Federal suspeita que todas as propriedades de Magro no exterior – sejam as empresas, sejam as mansões – são resultado da sonegação de impostos no Brasil. 

Quem é Ricardo Magro?

O empresário paulistano Ricardo Andrade Magro, de 52 anos, é dono do grupo que controla a refinaria Refit e uma rede de empresas no setor de combustíveis no Brasil e no exterior. Seu nome aparece há mais de uma década em investigações relacionadas a fraudes tributárias e operações suspeitas no mercado de derivados de petróleo. 

Segundo dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, apenas a Refit acumula mais de R$ 25 bilhões em débitos tributários inscritos na dívida ativa. Este é um valor que ultrapassa R$ 28 bilhões quando consideradas outras empresas ligadas ao grupo, segundo a revista Piauí.

Em documentos oficiais, a própria Procuradoria classificou o esquema como um “império econômico-criminoso”, enquanto a Receita Federal aponta indícios de práticas como simulação de operações comerciais, uso de empresas de fachada, manipulação contábil e ocultação de beneficiários finais.

Além disso, investigações recentes da Receita Federal, da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e de Ministérios Públicos estaduais indicam que o grupo teria operado um esquema bilionário de sonegação ao importar combustíveis semiacabados como se fossem matéria-prima, reduzindo artificialmente a carga tributária. 

As autoridades também apuram possíveis crimes de lavagem de dinheiro e a utilização de estruturas offshore para ocultar patrimônio. Apesar das acusações, Magro nega irregularidades, afirma que seus débitos estão sendo discutidos judicialmente e sustenta que suas operações seguem as normas legais e contam com estruturas societárias declaradas nos países onde atua.

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[Fonte Original]

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