Resumo da notícia
Brasileiros receberam mais de R$ 200 mil em SKR por construir no ecossistema Solana.
Token valorizou mais de 300% nas primeiras 24 horas e superou US$ 200 milhões em volume.
Usuários têm 90 dias para reivindicar tokens antes do retorno ao pool.
O airdrop do Seeker (SKR), realizado no último dia 21, distribuiu mais de R$ 200 mil em tokens para desenvolvedores brasileiros que atuam na rede Solana. A iniciativa marcou o lançamento do token nativo da Solana Mobile e reforçou a estratégia da blockchain de usar incentivos diretos para acelerar a construção de aplicações e serviços no ambiente Web3 móvel.
O SKR chegou ao mercado com um fornecimento total de 10 bilhões de tokens, dos quais 30% foram reservados para usuários e desenvolvedores ligados ao produto. A distribuição alcançou mais de 100 mil participantes em todo o mundo, criando um dos maiores eventos de airdrop do ano em volume e alcance.
Nas primeiras 24 horas após o lançamento, o token registrou uma valorização superior a 300%, impulsionado pela forte demanda nas plataformas descentralizadas. O volume negociado superou rapidamente US$ 200 milhões, com destaque para a corretora Meteora, que concentrou boa parte da liquidez inicial.
Para Pedro Marafiotti, Lead da Solana Superteam Brasil, o movimento mostra como a estratégia de incentivo direto fortalece o ecossistema.
“Quando os desenvolvedores recebem recursos e visibilidade, eles constroem mais rápido e com mais qualidade. Isso cria um ciclo positivo para toda a rede”, afirma.
Ainda dá tempo de ganhar
Apesar da euforia inicial, o projeto ainda mantém uma janela aberta para novos participantes. Quem não reivindicou seus tokens tem 90 dias a partir de 21 de janeiro para realizar o resgate. Após esse período, os ativos não reclamados retornam ao pool do projeto, reforçando a lógica de premiar usuários ativos e engajados.
O Seeker surge como sucessor direto do Solana Saga, o primeiro smartphone cripto lançado pela Solana Mobile. O Saga ganhou notoriedade não apenas pelo hardware, mas pelo histórico de airdrops que, em alguns momentos, chegaram a superar o valor do próprio aparelho. O novo modelo busca ampliar esse conceito e transformar o celular em uma verdadeira porta de entrada para o ecossistema Web3.
Com preço estimado em US$ 500, o Seeker oferece um pacote técnico competitivo para a faixa intermediária. O aparelho traz uma tela AMOLED de 6,36 polegadas com taxa de atualização de 120 Hz, processador MediaTek 7300, 8 GB de RAM e 128 GB de armazenamento interno. A bateria de 4.500 mAh suporta carregamento rápido e promete autonomia para mais de um dia de uso em condições moderadas.
O design aposta em acabamento fosco, estrutura mais leve que a geração anterior e sensor de impressão digital integrado ao botão de energia. O modelo também oferece suporte a dual SIM, com uma entrada física e uma eSIM, recurso voltado a usuários que viajam com frequência ou separam linhas pessoais e profissionais.
No conjunto de câmeras, o Seeker inclui um sensor principal de 108 megapixels, lente teleobjetiva de 50 megapixels e uma ultrawide de 13 megapixels, além de câmera frontal de 32 megapixels. Embora o foco não seja competir com aparelhos premium, o desempenho atende ao uso cotidiano e reforça a proposta de equilíbrio entre funcionalidades tradicionais e recursos cripto.
Seed Vault
O grande diferencial está no Seed Vault, a carteira nativa do sistema. A ferramenta armazena a seed phrase em um ambiente de segurança isolado do sistema operacional Android, impedindo que aplicativos, capturas de tela ou processos externos tenham acesso às chaves privadas. As transações são assinadas diretamente nesse ambiente seguro, com autenticação por biometria.
Na prática, o sistema combina características de uma hardware wallet com a conveniência de uma carteira móvel. O usuário pode gerenciar tokens, NFTs, posições em DeFi e operações de staking sem alternar entre aplicativos ou dispositivos externos, o que reduz fricções e amplia a experiência de uso diário.
Outro ponto central do projeto é a DAP Store, a loja de aplicativos Web3 da Solana. O espaço reúne categorias como finanças descentralizadas, NFTs, inteligência artificial e jogos. Quando integradas ao Seed Vault, as aplicações oferecem uma experiência fluida e segura, com autenticação nativa e interação direta com a blockchain.
Cada aparelho ativado gera um Seeker ID, um NFT vinculado à carteira do usuário. Esse identificador funciona como um nome Web3 e pode qualificar o titular para futuros airdrops. O token é soulbound, o que significa que não pode ser transferido para outra carteira, reforçando a ligação entre identidade digital e dispositivo.
Competição com outros smartphones
Segundo dados da própria Solana Mobile, mais de 20 mil Seeker IDs já foram ativados, e a expectativa é de crescimento acelerado nos próximos meses. A empresa também anunciou um hackathon de US$ 100 mil para estimular o desenvolvimento de aplicativos exclusivos para o ecossistema Seeker.
Para Marafiotti, a estratégia vai além de recompensas pontuais.
“A ideia é criar uma economia móvel Web3 sustentável, onde usuários e desenvolvedores compartilham o valor que ajudam a gerar. Isso fortalece a rede e amplia as oportunidades para quem constrói no ecossistema”, afirma.
Mesmo com o apelo dos airdrops, o Seeker tenta se posicionar como um dispositivo de uso diário. O desempenho fica abaixo de modelos premium, mas atende às tarefas comuns e se destaca pela integração profunda com serviços cripto, como assinaturas biométricas de transações e acompanhamento em tempo real de posições financeiras.
A Solana Mobile reconhece os desafios. Em declarações públicas, Anatoly Yakovenko, cofundador da Solana, afirmou que o risco do projeto é alto, mas o potencial de transformar a relação entre smartphones e finanças digitais é ainda maior.