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terça-feira, fevereiro 3, 2026

Estudo revela as 20 cidades do Brasil com mais gasolina adulterada

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Um estudo do Instituto Combustível Legal, ICL, identificou as cidades brasileiras com maior incidência de gasolina adulterada e outras fraudes nos postos. O levantamento aponta que 28% de todo o combustível analisado no país apresenta algum tipo de irregularidade. Os dados acendem um alerta para motoristas, sobretudo em regiões metropolitanas e polos logísticos.

O mapeamento usa o método do “cliente misterioso”. Veículos do instituto abastecem de forma anônima em postos selecionados, coletam amostras e enviam o material para análise em laboratório. A partir disso, o ICL cria mapas de calor que indicam as áreas com maior risco de adulteração.

Resultados do levantamento nacional

Ao longo de 2025, o instituto coletou 3.210 amostras de gasolina, etanol e diesel em 14 estados. Do total, 888 estavam fora das normas técnicas.

  • Total de amostras, 3.210
  • Amostras irregulares, 888
  • Índice de não conformidade, 28%

A fiscalização ganhou força após a Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, que revelou a atuação do crime organizado na produção e distribuição de combustíveis em pelo menos oito estados.

As 20 cidades com mais registros de gasolina adulterada

A fraude mais comum envolve a gasolina fora dos padrões de qualidade, seja pelo excesso de etanol ou pela adulteração direta do produto. O Sudeste concentra a maior parte dos registros.

  • Rio de Janeiro (RJ)
  • Duque de Caxias (RJ)
  • Nova Iguaçu (RJ)
  • São Gonçalo (RJ)
  • Curitiba (PR)
  • São José dos Pinhais (PR)
  • Belo Horizonte (MG)
  • Contagem (MG)
  • Salvador (BA)
  • Lauro de Freitas (BA)
  • Camaçari (BA)
  • São Bernardo do Campo (SP)
  • Curitiba (PR)
  • São Paulo (SP)
  • Guarulhos (SP)
  • Campinas (SP)
  • Santos (SP)
  • Jundiaí (SP)
  • Santo André (SP)
  • São Bernardo do Campo (SP)
  • São Caetano do Sul (SP)

Além da qualidade da gasolina, muitas dessas cidades também aparecem no topo das ocorrências de fraude volumétrica, quando a bomba entrega menos combustível do que indica no visor.

Segundo Carlo Faccio, diretor executivo do ICL, apenas no Paraná, 52% das fraudes volumétricas identificadas no estudo ocorreram em postos localizados em Curitiba e região metropolitana. Em alguns casos, a diferença entre o volume pago e o recebido chegou a 31%.

Metanol amplia o risco em cidades específicas

Embora menos frequente, a adulteração com metanol preocupa pelas consequências à saúde. O balanço mais recente do ICL aponta maior incidência desse tipo de fraude em Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Curitiba e São Bernardo do Campo. Em investigações recentes, autoridades encontraram combustível clandestino com alta concentração da substância, considerada tóxica e altamente corrosiva.

O estudo mostra que o avanço do crime organizado dificulta o rastreamento das fraudes. Postos antes confiáveis podem mudar de padrão rapidamente. Por isso, o ICL recomenda atenção redobrada ao abastecer, principalmente nas cidades listadas como zonas de maior risco.

[Fonte Original]

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