“Isso é importante porque fornece uma maneira objetiva de classificar e comparar pegadas, reduzindo a dependência da interpretação humana subjetiva”, disse o físico Gregor Hartmann, do centro de pesquisa Helmholtz-Zentrum Berlin, na Alemanha, principal autor da pesquisa publicada na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.
“Combinar pegadas com seus criadores é um grande desafio, e os paleontólogos vêm discutindo sobre isso há gerações”, afirmou o paleontólogo da Universidade de Edimburgo e autor sênior do estudo, Steve Brusatte.
Os dinossauros deixaram para trás vários tipos de restos fossilizados, incluindo ossos, dentes e garras, impressões de sua pele, fezes e vômito, restos não digeridos em seu estômago, cascas de ovos e restos de ninhos. Mas as pegadas costumam ser mais abundantes e podem revelar muitas informações aos cientistas, incluindo o tipo de ambiente em que um dinossauro vivia e, quando outras pegadas estão presentes, os tipos de animais que compartilhavam um ecossistema.
O novo método foi aperfeiçoado com uma análise pelo algoritmo de 1.974 silhuetas de pegadas que abrangem 150 milhões de anos da história dos dinossauros, com a IA discernindo oito características que explicavam a variação nas formas dessas pegadas.
Essas características incluíram: carga e forma geral, refletindo a área de contato do pé com o solo; a posição da carga; a distância entre os dedos; como os dedos se ligam ao pé; a posição do calcanhar; a carga do calcanhar; a ênfase relativa dos dedos em relação ao calcanhar; e a discrepância de forma entre os lados esquerdo e direito da pegada.
Muitas das pegadas já haviam sido identificadas com segurança por especialistas como pertencentes a um tipo específico de dinossauro. Depois que o algoritmo identificou as características de diferenciação, os especialistas mapearam como elas correspondiam aos vários tipos de dinossauros que se acredita terem feito as pegadas, a fim de orientar a identificação de pegadas futuras.