O general Vladimir Alexeyev, que atuava como vice-chefe dos serviços de inteligência russos, foi hospitalizado nesta sexta-feira (6) com ferimentos de bala após um ataque cometido em Moscou, segundo informou o Comitê de Instrução da Rússia (CIR).
A porta-voz do CIR, Svetlana Petrenko, informou à agência de notícias RIA Novosti que “uma pessoa não identificada efetuou vários disparos” contra o general em um edifício localizado na rodovia Volokolamsk, a noroeste da capital russa, “e fugiu do local dos fatos”.
Segundo Petrenko, “a vítima foi hospitalizada com urgência em um dos hospitais da cidade”.
Alexeyev é conhecido por ser um dos altos oficiais do Exército russo que tentou negociar em Rostov com o chefe do grupo de mercenários russos Wagner, Yevgeny Prigozhin, durante a rebelião protagonizada por essa formação paramilitar em meados de 2023.
“Neste momento, investigadores e peritos criminais do departamento da capital do CIR trabalham no local do incidente, as gravações das câmeras de segurança estão sendo estudadas e testemunhas do ocorrido estão sendo interrogadas”, acrescentou Petrenko, ao sinalizar que se busca identificar as pessoas vinculadas ao ataque.
As autoridades russas abriram processos criminais por tentativa de assassinato e tráfico ilegal de armas, indicou a porta-voz.
Até o momento, o CIR não formulou versões sobre os motivos do ataque, apesar de vários altos oficiais das Forças Armadas russas terem morrido nos últimos anos em ataques organizados pela inteligência militar ucraniana.
O caso mais recente foi o do chefe de operações do Estado-Maior do Exército russo, Fanil Sarvarov, morto em dezembro do ano passado em Moscou em decorrência da explosão de um carro-bomba, tornando-se o quarto general russo assassinado em atentados com explosivos desde o início da guerra na Ucrânia.
Também perderam a vida o tenente-general russo Igor Kirillov, assassinado em 17 de dezembro de 2024 em um atentado a bomba quando saía de sua residência; o tenente-general russo Yaroslav Moskalik, vice-chefe do comando de operações do Estado-Maior; e o capitão de mar e guerra Valery Trankovsky, subcomandante da 41ª Brigada de navios porta-mísseis da Frota do Mar Negro.