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terça-feira, fevereiro 17, 2026

Carnaval do ‘drink premium’ fica mais caro em 2026, enquanto chopp pesa menos no bolso

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Com a chegada das festividades do Carnaval, os preços das bebidas mostram movimentos distintos no varejo. Um levantamento da consultoria Neogrid aponta que, entre janeiro de 2025 e igual mês de 2026, o “Carnaval do drink premium” ficou mais caro, puxado principalmente por energético e uísque, enquanto a cerveja tradicional e a caipirinha tendem a pesar menos no bolso do consumidor.

No geral, itens destilados típicos de drinks tiveram recuperação nos preços. O segmento teve precificação prejudicada pelo cenário macroeconômico e também pela crise do metanol. Enquanto isso, o chopp aparece como principal alívio no bolso para o consumidor, com queda de 18%.

Na análise, a Neogrid levou em conta fatores como incidência, preço e tíquete médio por compra a partir da leitura anual de mais de 1 bilhão de notas fiscais distribuídas por todo o território nacional. A base é composta por dados reais de “sell-out” (vendas ao consumidor) capturados diretamente no ponto de venda.

Entre os destaques de alta está o energético pronto para consumo, que subiu 9% no período, passando de R$ 22,22 para R$ 24,23. A cerveja artesanal avançou 6,7%, e a cerveja clara teve alta de 4,4%. Já os refrigerantes — usados tanto para consumo direto quanto em misturas — registraram aumentos mais moderados, entre 1% e 5%, dependendo do segmento.

Nos destilados, a pressão é mais evidente nos produtos associados a drinks. A vodka tradicional praticamente voltou ao patamar do início do ano passado (R$ 36,94 para R$ 36,87), indicando estabilidade (-0,2%). Já a vodka saborizada recuou 4,7% no período, passando de R$ 26,13 para R$ 24,91, o que pode favorecer coquetéis prontos e combinações mais simples

No caso do uísque, a trajetória é de alta ao longo de 2025, com o produto encerrando janeiro de 2026 acima de R$ 53 no nacional e acima de R$ 140 no importado, reforçando o encarecimento dos drinks mais sofisticados.

Para quem aposta na tradicional caipirinha, o cenário é mais equilibrado. Com a vodka estável e versões saborizadas mais baratas, e sem pressão relevante nas categorias de apoio, o custo do clássico brasileiro tende a subir menos do que o de combinações com uísque e energético.

Na contramão das altas, o chopp caiu 18% no comparativo anual, passando de R$ 12,82 para R$ 10,49. A cerveja sem álcool também apresentou leve recuo (-3,3%).

“O comparativo entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026 mostra que houve aumento de preço em categorias como energético, cerveja artesanal e uísque. Esse movimento é explicado principalmente pela combinação de demanda sazonal mais forte no verão e pela retomada do mercado após oscilações ao longo de 2025”, disse Anna Fercher, líder de dados estratégicos na Neogrid.

Fercher destacou que a crise do metanol em outubro foi um fator relevante para a queda dos destilados no segundo semestre do ano, pois gerou forte impacto na confiança do consumidor, reduziu as vendas e provocou migração para outras categorias.

“No entanto, esse episódio não explica sozinho o movimento. A retração também refletiu fatores estruturais, como mudanças macroeconômicas, variações de renda, ajustes de portfólio da indústria, dinâmica promocional e efeitos sazonais — especialmente relevantes em bebidas de consumo imediato”, afirmou.

[Fonte Original]

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