O Bitcoin (BTC) registrou uma forte queda abaixo de US$ 67.400 na abertura da sessão de segunda-feira, após ter superado os US$ 70.000 durante o fim de semana. Uma recuperação imediata pode ocorrer com base nos dados do livro de ordens do BTC, que mostram posicionamento agressivo de bids, além de dados on-chain que apontam para um aumento na acumulação de longo prazo.
Agora, analistas afirmam que o movimento pode se estender para a região entre US$ 80.000 e US$ 84.000, com a liquidez do livro de ordens desempenhando um papel fundamental no próximo movimento.
Principais pontos:
Os endereços acumuladores de Bitcoin detinham mais de 372.000 BTC em 15/02, ante 10.000 BTC em setembro de 2024.
Os livros de ordens do BTC mostram o maior desequilíbrio de bids em mais de dois anos, sinalizando suporte mais forte no curto prazo.
Dados de futuros e livro de ordens apoiam reteste em US$ 80.000
O analista de criptomoedas Mark Cullen afirmou que o Bitcoin pode avançar em direção ao gap da CME (Chicago Mercantile Exchange) do início de fevereiro, estabelecendo US$ 80.000 a US$ 84.000 como sua meta superior de preço nesta semana.
Um gap da CME se forma quando os futuros de Bitcoin na Chicago Mercantile Exchange fecham no fim de semana e reabrem a um preço diferente, deixando uma faixa de preço sem volume negociado.
Historicamente, o Bitcoin costuma revisitar esses gaps para “preenchê-los”, ou seja, o preço volta a negociar naquela faixa ainda não testada.
O gap atual está aproximadamente entre US$ 80.000 e US$ 84.000, tornando-se um nível técnico claro. Com 9 de cada 10 gaps da CME preenchidos desde agosto de 2025, a faixa entre US$ 80.000 e US$ 84.000 se destaca como o principal nível ainda não preenchido.
Enquanto isso, dados do livro de ordens compartilhados pelo trader de criptomoedas Dom mostram cerca de US$ 596 milhões em bids dentro de 0% a 2,5% do preço atual, contra US$ 297 milhões em asks. Esse desequilíbrio próximo de 2:1 entre bids e asks representa o maior bid skew em mais de dois anos.

Um bid skew dessa magnitude indica demanda imediata mais forte do que a oferta, o que pode sustentar uma tendência de alta no curto prazo, caso se mantenha.
Dom afirmou que os traders estavam hesitantes em comprar durante a queda acentuada. Depois que o Bitcoin varreu níveis abaixo de US$ 60.000, a demanda aumentou próximo às mínimas, sugerindo maior interesse em acumular a preços descontados.
Demanda por acumulação de BTC atinge novas máximas
Dados da CryptoQuant mostram que a demanda de endereços classificados como acumuladores atingiu novas máximas, chegando a cerca de 372.000 BTC em 15/02. Em setembro de 2024, esse número estava em torno de 10.000 BTC.

O analista de criptomoedas Darkfost explicou que esses endereços são filtrados com critérios rigorosos: ausência de saídas, múltiplas entradas, saldo mínimo exigido, ao menos um período ativo nos últimos sete anos e exclusão de carteiras de exchanges, mineradores e contratos inteligentes.
Enquanto isso, a soma de 30 dias da distribuição dos detentores de longo prazo (LTH), que mede o total de BTC movimentado por esses detentores em um período móvel de 30 dias, caiu abaixo de US$ 100.000, em comparação com médias acima de US$ 1 milhão em novembro de 2025.
Uma distribuição menor sugere redução nas vendas por parte dos detentores de longo prazo, compensando parcialmente os fluxos impulsionados por baleias.

Este artigo não contém aconselhamento ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento ou negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar a sua própria pesquisa ao tomar uma decisão. Embora nos esforcemos para fornecer informações precisas e oportunas, a Cointelegraph não garante a exatidão, a integridade ou a fiabilidade de qualquer informação contida neste artigo. Este artigo pode conter declarações prospectivas sujeitas a riscos e incertezas. A Cointelegraph não será responsável por quaisquer perdas ou danos decorrentes da confiança nessas informações.