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terça-feira, fevereiro 24, 2026

Guerra na Ucrânia: O papel das cidades-fortalezas na paz

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Nesta terça-feira (24), a invasão russa à Ucrânia completa quatro anos. Sob mediação dos Estados Unidos e do presidente Donald Trump, Kiev e Moscou buscam um acordo de paz, mas o controle de cidades estratégicas no leste ucraniano trava o consenso sobre territórios e segurança.

O que são as chamadas cidades-fortalezas?

São cidades no leste da Ucrânia, como Sloviansk, Kramatorsk e Kostiantynivka, que foram transformadas em verdadeiros labirintos defensivos. Desde 2014, o exército ucraniano construiu nessas áreas um sistema complexo de trincheiras, bunkers e fossos para impedir a passagem de tanques. Como não existem barreiras naturais no local, como grandes montanhas ou rios largos, essas construções humanas são o único obstáculo que impede o avanço total da Rússia sobre a província de Donetsk.

Por que essas cidades são o maior impasse para um acordo de paz?

Porque elas representam o último domínio de Kiev na província de Donetsk, um dos principais objetivos de Vladimir Putin. Para a Rússia, conquistar essas cidades significa declarar vitória total na região do Donbas. Para a Ucrânia, entregá-las seria admitir que a agressão russa foi recompensada. Como os mediadores americanos admitem discutir concessões de terra, essas cidades viraram a principal ‘moeda de troca’ nas mesas de negociação internacionais.

Qual é a tática militar usada pela Ucrânia nessas regiões?

A Ucrânia utiliza nessas cidades a chamada ‘guerra de atrição’. Em termos simples, é uma estratégia de cansaço: em vez de tentar vencer o inimigo em uma única batalha, o objetivo é desgastá-lo o máximo possível, destruindo seus recursos e soldados ao longo do tempo. Enquanto a Ucrânia mantiver o controle dessas fortalezas urbanas, ela consegue prolongar sua resistência e aumentar o custo político e militar para a Rússia continuar os ataques.

Como a mediação dos Estados Unidos afeta o conflito?

O governo de Donald Trump tem pressa em encerrar a guerra e estabeleceu o meio deste ano como meta. No entanto, Washington sinaliza que pode aceitar que a Ucrânia ceda partes de seu território para selar a paz. Isso coloca o presidente Volodymyr Zelensky sob forte pressão, pois ele precisa decidir entre reconhecer juridicamente as perdas de terra para a Rússia ou tentar um ‘congelamento’ da linha de frente, onde o conflito para, mas a disputa territorial continua sem solução.

Quais são os riscos internacionais de um acordo territorial?

Analistas alertam que permitir que a Rússia fique com as áreas ocupadas abre um precedente perigoso. No Direito Internacional, existe o princípio de que ninguém pode ganhar terras usando a força. Se o acordo formalizar a anexação do leste ucraniano, outros países, como a China em relação a Taiwan, podem entender que invadir vizinhos tem um custo administrável e que as fronteiras do mundo podem ser refeitas pelo poder militar sem punições definitivas.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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[Fonte Original]

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