A dúvida aparece quase todos os dias no trânsito brasileiro. Afinal, acelerar no sinal amarelo dá multa?
Muitos motoristas, ao verem a luz mudar, pisam mais fundo no acelerador. Eles temem cruzar no vermelho e receber autuação. A reação é comum, mas nem sempre correta.
O que diz o Código de Trânsito
O Código de Trânsito Brasileiro, CTB, prevê multa apenas para quem avança o sinal vermelho. Essa conduta configura infração gravíssima.
Quem comete essa infração recebe sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação, CNH, e paga multa de R$ 293,47.
O texto da lei não menciona penalidade automática para quem cruza no amarelo. Ainda assim, isso não significa sinal verde para acelerar.
Amarelo exige atenção e decisão rápida
O Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito deixa claro que a luz amarela indica o fim do direito de passagem. Em outras palavras, o motorista deve parar.
Existe uma exceção. Se o condutor já estiver muito próximo da faixa e não conseguir frear com segurança, ele pode seguir para evitar colisão.
Por isso, especialistas recomendam usar o amarelo como alerta para iniciar a frenagem. Essa atitude também avisa quem vem atrás que o sinal vai fechar.
Quando pode haver multa
Passar no sinal amarelo, por si só, não gera multa automática. No entanto, a situação muda se a manobra colocar pedestres ou outros veículos em risco.
Nesses casos, um agente de trânsito pode registrar a infração com base na condução perigosa. A decisão depende da análise do cenário no momento da abordagem.
Ou seja, não basta olhar apenas a cor da luz. A forma como o motorista age faz diferença.
Sinal amarelo piscante à noite
Durante a madrugada, muitos semáforos operam em amarelo piscante. Essa sinalização funciona como advertência.
O motorista pode atravessar a via, mas precisa reduzir a velocidade e redobrar a atenção. Cruzamentos vazios nem sempre estão livres de risco.
A regra mais segura continua simples, diminuir ao ver o amarelo e avaliar a distância até o semáforo. Essa escolha protege vidas e evita problemas.