17.5 C
Brasília
quarta-feira, março 25, 2026

Petróleo sobe com novos ataques no Oriente Médio e sinais confusos sobre negociações

- Advertisement -spot_imgspot_img
- Advertisement -spot_imgspot_img

Os contratos futuros do petróleo tiveram forte alta nesta terça-feira (24), devolvendo parte das perdas da véspera, em meio a novos ataques no Oriente Médio e sinais confusos sobre as tratativas entre Estados Unidos e Irã. Uma fonte iraniana disse à CNN que houve contato com os Estados Unidos, após autoridades terem negado a existência de negociações, ontem. O presidente Donald Trump voltou a falar na possibilidade de um acordo nesta tarde, embora o Pentágono esteja planejando enviar milhares de soldados para a região, ampliando o esforço militar.

No fechamento, o petróleo tipo Brent (a referência mundial) com vencimento em maio teve alta de 4,55%, cotado a US$ 104,49 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI (a referência americana) com entrega prevista para o mesmo mês subiu 4,79%, a US$ 92,35 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).

Ontem, um recuo na retórica do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito, citando “conversas produtivas”, levou alívio aos preços do petróleo, mas novos ataques nesta terça e sinais confusos sobre a existência de negociações levou a uma forte alta nos contratos futuros, hoje.

“Os movimentos recentes deixam claro o quão instável o cenário se tornou”, comenta Neil Crosby, analista da Sparta Commodities. Na opinião dele, as notícias que estão sendo interpretadas como uma possível desescalada nas tensões podem não representar uma mudança real. “A ausência de canais diplomáticos claros e as mensagens contraditórias sugerem que os desenvolvimentos recentes têm mais a ver com gerenciamento da situação do que com sua resolução”, ele avalia.

Crosby também reforça que a variável-chave continua sendo o Estreito de Ormuz e, até que haja evidência clara e sustentada de que os fluxos pelo estreito se normalizaram, “não é possível considerar o mercado estável”. “Mesmo no melhor cenário, o processo de recomposição das cadeias de oferta levará tempo”, ele afirma.

Refinaria iraniana de petróleo — Foto: Ali Mohammadi/Bloomberg

[Fonte Original]

- Advertisement -spot_imgspot_img

Destaques

- Advertisement -spot_img

Últimas Notícias

- Advertisement -spot_img