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terça-feira, março 31, 2026

Ibovespa Fecha em Alta com WEG em Destaque

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O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira (30), após duas quedas seguidas, com as ações da WEG entre os principais suportes, endossadas por “upgrade” do Morgan Stanley, assim como papéis de petrolíferas, em mais um dia de avanço do petróleo no exterior.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,53%, a 182.514,20 pontos, chegando a 184.414,18 pontos na máxima e marcando 181.559,49 pontos na mínima do dia. O volume financeiro somou R$ 25,56 bilhões.

WEG ON subiu 3,46%, ampliando a recuperação em março, com o desempenho no mês agora negativo em apenas 1,09%. Analistas do Morgan Stanley elevaram a recomendação das ações da companhia para equal-weight, bem como aumentaram o preço-alvo de R$39 para R$54.

Outro destaque foi VALE ON, que valorizou-se 0,63%, tendo como pano de fundo oscilação discreta dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian encerrou as negociações do dia com variação positiva de 0,06%, a 813 iuanes (US$ 117,68) a tonelada.

Para o estrategista de investimentos Nicolas Gass, sócio da GT Capital, a performance do Ibovespa é apoiada no movimento do petróleo, que favorece ações das empresas atreladas à commodity, o que “acaba contaminando positivamente o índice”.

Em contrapartida, acrescentou, declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçaram a visão mais cautelosa da autoridade monetária, o que ajuda a reduzir a força de apostas de um corte mais agressivo na taxa Selic.

“E o cenário global mais turbulento e potencialmente inflacionário reforça essa postura mais conservadora”, observou Gass, ressaltando que, com isso, empresas mais dependentes de crédito e ciclo econômico acabam sendo penalizadas.

Petróleo

O Brent está caminhando para um aumento mensal recorde, enquanto os futuros do petróleo dos Estados Unidos ficaram acima de US$ 100 por barril pela primeira vez desde 2022, depois que os houthis do Iêmen ampliaram a guerra do Irã lançando seus primeiros ataques contra Israel.

Os futuros do Brent fecharam com alta de 0,2%, a US$ 112,78 por barril. No início da sessão, o Brent havia subido mais de US$ 4, atingindo uma máxima de US$ 116,89. Os futuros do West Texas Intermediate dos EUA fecharam com alta de US$ 3,24, ou 3,3%, a US$ 102,88, seu maior valor desde julho de 2022.

O conflito se espalhou pelo Oriente Médio desde que os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã começaram em 28 de fevereiro, aumentando as preocupações com as rotas marítimas ao redor da Península Arábica e do Mar Vermelho.

Os militares de Israel disseram que interceptaram dois drones lançados do Iêmen nesta segunda-feira, dois dias depois que os houthis alinhados ao Irã dispararam mísseis contra Israel pela primeira vez desde o início da guerra. Os houthis ainda não atingiram a navegação no Mar Vermelho, que movimenta cerca de 15% do tráfego marítimo global.

Se os houthis atacarem a navegação e fecharem a entrada sul do Mar Vermelho, isso poderá elevar os preços em US$ 5 a US$ 10 por barril, de acordo com Robert Yawger, diretor de futuros de energia do Mizuho.

O fechamento efetivo do Estreito de Ormuz pelo Irã, um ponto de estrangulamento para cerca de um quinto dos suprimentos globais de petróleo e gás, fez com que os preços do petróleo subissem cerca de 57% este mês, o maior salto mensal nos dados da LSEG desde 1988, superando os ganhos obtidos durante a Guerra do Golfo de 1990. O petróleo dos EUA, por sua vez, subiu 53%, registrando seu maior ganho mensal desde maio de 2020.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que o mercado global de petróleo está bem abastecido, com mais navios viajando pelo Estreito de Ormuz.

Dois navios porta-contêineres chineses navegaram pelo Estreito de Ormuz em sua segunda tentativa de deixar o Golfo depois de voltarem na sexta-feira, mostraram dados de rastreamento de navios.

Dólar

O dólar fechou praticamente estável ante o real, ainda que no exterior a moeda norte-americana tenha sustentado ganhos ante boa parte das demais divisas de emergentes, em meio à continuação da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.

O dólar à vista fechou em alta de 0,13%, aos R$5,2461. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 4,43%.

Em relação ao real, porém, o movimento foi mais acomodado durante a maior parte do dia, com o dólar variando entre a cotação mínima de R$ 5,2265 (-0,24%) às 9h59 e a máxima de R$ 5,2679 (+0,55%) às 16h27, para depois se reaproximar da estabilidade.

Segundo Nicolas Gomes, especialista de câmbio da Manchester Investimentos, o real está “bem-posicionado em relação a outras moedas, visto que temos grandes empresas (com peso alto no Ibovespa) que se beneficiam da alta de commodities, bem como nosso juro real acima da média do mercado global”.

[Fonte Original]

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