O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira (01), endossado por perspectivas de alívio nas tensões no Oriente Médio, mas distante da máxima do dia, quando superou 189 mil pontos, uma vez que a queda do petróleo pressionou a blue chip Petrobras.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,26%, a 187.952,91 pontos. Na máxima do dia, chegou a 189.130,90 pontos. Na mínima, a 187.255,65 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$37,36 bilhões.
O mercado do mundo todo reagiu às falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou em uma entrevista à Reuters que o país “sairá do Irã muito rapidamente” e poderá retornar para “ataques pontuais”, se necessário. Trump não forneceu um cronograma.
As declarações foram feitas algumas horas antes de um pronunciamento de Trump à nação, previsto para 21h (22h no horário de Brasília), sobre os próximos passos.
O vice-presidente dos EUA conversou com “intermediários” sobre o conflito na terça-feira, disse uma fonte à Reuters nesta quarta-feira, acrescentando que Trump instruiu JD Vance a comunicar que está aberto a um cessar-fogo sob certas condições.
Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, fechou com acréscimo de 0,72%, enquanto o barril do petróleo sob o contrato Brent encerrou com declínio de 2,7%.
Para o estrategista Bruno Perri, sócio-fundador da Forum Investimentos, os mercados refletiram perspectivas de uma resolução mais célere ou, ao menos, uma redução no conflito no Oriente Médio, com foco na normalização do Estreito de Ormuz.
Perri citou que a busca de Trump por um acordo que dê fim ao conflito com o Irã aumentou o apetite a risco.
Petróleo
Os preços do petróleo caíram depois que o presidente Donald Trump disse que os Estados Unidos encerrariam sua guerra contra o Irã em breve.
O contrato do Brent do primeiro mês para entrega em junho caiu US$ 2,81, ou 2,7%, para fechar a US$ 101,16 por barril, saltando de uma mínima da sessão de US$ 98,35. Os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate dos Estados Unidos para maio caíram US$ 1,26, ou cerca de 1,2%, para US$ 100,12 por barril, saindo de uma mínima da sessão de US$ 96,50.
PETROBRAS PN recuou 2,67% e PETROBRAS ON fechou em baixa de 3,67%, em meio ao declínio dos preços do petróleo no exterior. A estatal confirmou o aumento de 55% nos preços da querosene de aviação, enquanto a presidente da companhia também afirmou que a Petrobras estuda aumentar a meta de produção do diesel no plano de negócios. No setor, BRAVA ON caiu 3,65%, PRIO ON recuou 3,14% e PETRORECONCAVO ON cedeu 3,06%.
Dólar
O dólar fechou o dia em baixa no Brasil, voltando a ser cotado em nível visto antes do início da guerra no Oriente Médio, em meio ao otimismo dos investidores de que Estados Unidos e Irã possam chegar a um acordo para encerrar a guerra.
O dólar à vista fechou em queda de 0,39%, aos R$ 5,1588, em patamar equivalente ao registrado na última semana de fevereiro, antes da guerra, quando variou entre R$ 5,1247 e R$ 5,1693.
No ano, a divisa passou a acumular baixa de 6,02%.
Nesta quarta-feira, Trump afirmou à Reuters que o país encerrará a guerra contra o Irã em breve e que poderá retornar para “ataques pontuais”, se necessário. Em uma publicação na sua rede Truth Social, ele também afirmou que o novo líder do Irã pediu um cessar-fogo.
No Brasil, após atingir a máxima intradia de R$ 5,1774 (-0,03%) às 10h42, o dólar à vista marcou a mínima de R$5,1481 (-0,60%) às 14h00.
“Dólar e juros futuros caem aqui muito por conta de fatores externos, principalmente, ligados à busca de Donald Trump por um acordo de que dê fim ao conflito com o Irã, aumentando o apetite ao risco e um movimento de saída de ativos de proteção”, resumiu à tarde o economista-chefe e sócio da Forum Investimentos, Bruno Perri, em comentário escrito.
No exterior, o dólar seguia enfraquecido neste fim de tarde. Às 17h16, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes — caía 0,13%, a 99,598.