A situação no Colégio Municipal Padre Luiz Palmeira, no centro de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, revela um cenário crítico que tem revoltado pais e responsáveis.
Mães de alunos do 8º e 9º ano denunciam que seus filhos estão estudando em um sistema de rodízio entre a sala de aula e o auditório. Além disso, faltam cadeiras e livros. [Ouça, ao final da matéria, o áudio de uma das mães.]
Na prática, estudantes do 8º e 9º ano estão em sistema de rodízio: em uma semana, o 8º ano tem aula na sala de aula enquanto o 9º fica no auditório; na semana seguinte, as turmas se invertem. Isso por que as salas de aulas não tem cadeira suficiente para as duas turmas. A denúncia levanta um alerta sério sobre possível prejuízo no aprendizado e falhas na gestão da rede pública.
O caso coloca sob pressão direta a Prefeitura Municipal de Simões Filho e a Secretaria Municipal da Educação, responsáveis pela estrutura e funcionamento das unidades escolares. Até agora, segundo os relatos, faltam respostas concretas para resolver o problema.
Estrutura precária e ensino comprometido em Simões Filho
Além do rodizio entre sala de aula e o auditório, a falta de estrutura agrava a situação. O material didático também não foi entregue para todos.
Uma mãe descreve o cenário como desorganizado. Segundo ela, os estudantes se revezam semanalmente entre sala e auditório e enfrentam limitações básicas dentro da unidade. Outra responsável reforça que a expectativa era de um ensino regular, com sala equipada e rotina estável.
Diante disso, cresce a pressão sobre a Prefeitura e a Secretaria de Educação. Afinal, manter esse sistema improvisado levanta dúvidas sobre a qualidade do ensino oferecido.
Ouça o áudio de uma das mães
O que diz a Prefeitura de Simões Filho e a Secretaria Municipal da Educação?
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Simões Filho e com a Secretaria Municipal da Educação para esclarecimentos. No entanto, até a publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação das autoridades.
Enquanto isso, famílias continuam cobrando medidas urgentes para garantir o direito básico à educação.