A Seven & i Holdings adiará a abertura de capital da sua subsidiária norte-americana de lojas de conveniência, a 7-Eleven Inc. (SEI), para o ano fiscal de 2027, no mínimo, conforme planos anunciados nesta quinta-feira. O fraco desempenho da unidade levou a controladora japonesa a adiar a estreia, que poderia ter ocorrido ainda este ano.
A Seven & i recebeu uma oferta de aquisição da gigante canadense de lojas de conveniência Alimentation Couche-Tard no verão de 2024. Uma das estratégias da empresa japonesa para contra-atacar a oferta e alcançar crescimento por conta própria era a realização de uma oferta pública inicial (IPO) da SEI até o segundo semestre de 2026.
A Seven & i planeja alocar até 3,2 trilhões de ienes (US$ 20,1 bilhões), em parte provenientes de recursos captados com o IPO, para investimentos em crescimento até o ano fiscal que termina em fevereiro de 2031. O adiamento do IPO pode impactar sua estratégia de médio prazo.
“Embora a data de abertura de capital seja adiada, não haverá alterações em nossa política de retorno aos acionistas”, declarou o diretor financeiro Yoshimichi Maruyama em uma entrevista coletiva na quinta-feira.
“De acordo com nossa política progressiva de dividendos, aumentaremos o dividendo anual em 10 ienes neste ano fiscal”, afirmou Maruyama.
A SEI, que tem um valor de mercado estimado em aproximadamente 5 trilhões de ienes, enfrenta dificuldades. Suas vendas mensais totais em todas as lojas caíram em relação ao ano anterior, em dólares, por 23 meses consecutivos até fevereiro, devido a preocupações como a inflação.
Embora as vendas de alimentos e outros produtos mostrem sinais de melhora, as vendas de gasolina não. Isso aparentemente convenceu a Seven & i a adiar o IPO até que o valor de mercado da SEI possa ser aumentado.
Há muito tempo existe ceticismo no mercado de ações em relação à abertura de capital da SEI. Mas mesmo após a desistência da Couche-Tard de sua oferta pela Seven & i, a empresa japonesa indicou que ainda abriria o capital da unidade conforme planejado.
“A abertura de capital é necessária para avaliar adequadamente a SEI e para usar os recursos obtidos com a venda de algumas ações para retorno aos acionistas e novos investimentos”, disse Junro Ito, presidente executivo da Seven & i, ao “Nikkei Asia” no verão de 2025.
A Seven & i informou na quinta-feira que o lucro líquido consolidado aumentou 69% em relação ao ano anterior, atingindo 292,7 bilhões de ienes no ano encerrado em 28 de fevereiro. O valor foi impulsionado pelos ganhos com a venda de ativos resultantes da reestruturação.
No segmento de lojas de conveniência da Seven & i no mercado interno, a receita operacional aumentou 1%. No entanto, o lucro operacional caiu pelo segundo ano consecutivo, impactado pelo aumento dos preços dos ingredientes e pelas maiores despesas com vendas, gerais e administrativas.
No segmento de lojas de conveniência da Seven & i no exterior, a receita caiu 7%, para 8,55 trilhões de ienes. Mas o lucro cresceu, graças à redução de custos com pessoal e outras despesas.
Em setembro de 2025, a Seven & i vendeu a York Holdings, uma holding intermediária que supervisionava negócios não essenciais como supermercados e restaurantes, para um fundo de investimento americano, dando à Seven & i um novo começo como uma empresa especializada em lojas de conveniência.
A Seven & i acelerará sua transformação no ano fiscal 2026, que termina em 28 de fevereiro de 2027, afirmou o presidente Stephen Hayes Dacus, que completará um ano no cargo em maio, em uma entrevista coletiva na quinta-feira. A empresa se concentrará no desenvolvimento de produtos competitivos e no fortalecimento de sua cadeia de valor, disse ele.