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sexta-feira, abril 10, 2026

Manhã no mercado: Negociações no Oriente Médio e índices de inflação guiam os ativos globais

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Ainda que não haja nada concreto sobre um alívio nas tensões no Oriente Médio, as últimas notícias, em especial sobre busca por diálogo entre Israel e Líbano e sobre delegações dos Estados Unidos e do Irã possivelmente se reunindo no Paquistão no fim de semana, não afastam os agentes do mercado de ativos de risco. Neste contexto, toda e qualquer informação sobre as negociações na região pode vir a fazer preço nos ativos globais e, portanto, este deve continuar sendo o tema central no pregão desta sexta-feira.

Apesar do imbróglio geopolítico ser o ponto focal dos investidores, hoje haverá divulgação de dados de preços ao consumidor no Brasil e nos Estados Unidos, ambos relativos ao mês de março. E com o mundo em compasso de espera, tais apresentações podem ganhar relevância nos movimentos dos mercados, em especial se indicarem os primeiros efeitos dos conflitos nos preços, como nos números ligados à energia.

A mediana de 32 estimativas coletadas pelo VALOR DATA aponta que, no Brasil, o IPCA deve ter acelerado em março e avançado 0,76%, depois de uma alta de 0,70% no mês anterior. Já nos EUA, a aceleração esperada é mais brusca, com economistas consultados pelo “The Wall Street Journal” esperando um avanço de 0,9% no CPI de março, contra a alta de 0,3% de fevereiro. Em 12 meses, o índice deve ter saltado para 3,3%, bastante acima da leitura anterior de 2,4%, enquanto o núcleo (que exclui variações de alimentos e energia) deverá ter registrado alta de 2,7% em 12 meses, do avanço de 2,5% de fevereiro.

A composição dos indicadores devem ser observadas com atenção e, caso indiquem uma piora global por conta da guerra, o humor dos agentes pode vir a piorar, e o ambiente mais estável observado pela manhã poderá desaparecer. Neste sentido, o movimento mais previsível seria o de uma alta nos juros globais, com valorização global do dólar e queda nas principais bolsas. Mas tudo dependerá também de como esse sentimento será calibrado com as notícias da guerra, já que os efeitos nos preços são resultados justamente do cenário conflituoso no Oriente Médio.

Para além do já mencionado, dados de confiança do consumidor e expectativas de inflação nos EUA também estarão no rol de apresentações do dia. No Brasil, a palestra do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a estudantes de economia deverá ser acompanhada, com os agentes sempre na busca por sinalizações sobre os próximos passos da política monetária do país.

Nesta manhã, os contratos futuros dos índices acionários de Nova York rondam a estabilidade, com o S&P 500 avançando 0,01%. Já os preços do petróleo Brent no mercado futuro valorizam 0,03%. No mercado de Treasuries, o rendimento do título de dez anos avança de 4,281% para 4,292%, enquanto o índice DXY, que mede a força global do dólar, recua 0,08%, aos 98,740 pontos.

[Fonte Original]

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