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segunda-feira, abril 20, 2026

Tudo junto: Binance aponta convergência entre bancos, fintechs e cripto

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A integração entre bancos, plataformas de criptomoedas e serviços financeiros descentralizados está acelerando mudanças no sistema financeiro global, segundo levantamento recente da Binance Research. No entanto, analistas do setor apontam que esse movimento ainda ocorre de forma desigual e enfrenta barreiras regulatórias e operacionais relevantes em diferentes regiões.

O estudo indica que as criptomoedas estão deixando de ser apenas ativos de negociação e passam a compor uma infraestrutura financeira mais ampla, impulsionada por produtos como cartões cripto, ações tokenizadas e soluções híbridas que conectam finanças tradicionais e descentralizadas.

Essa convergência entre TradFi, CeFi e DeFi já começa a aparecer em casos de uso concretos, embora especialistas alertem que a integração ainda está longe de ser padronizada.

Finanças Descentralizadas

De acordo com o relatório, protocolos DeFi estão expandindo sua atuação para serviços típicos do sistema bancário, como pagamentos, cartões e integração com sistemas locais. O volume mensal de transações com cartões cripto, por exemplo, teria crescido 223,5% em um ano. Ainda assim, participantes do mercado ressaltam que esses números partem de uma base relativamente pequena, o que pode amplificar taxas de crescimento percentual.

Além disso, apesar da expansão, o uso cotidiano dessas soluções ainda depende de fatores como experiência do usuário, interoperabilidade entre plataformas e aceitação por comerciantes. Em muitos mercados, a conversão entre cripto e moeda fiduciária continua sendo um ponto de fricção relevante, especialmente sob regras mais rígidas de compliance.

O volume mensal de transações com cartões de criptomoedas cresceu em média 11% nos últimos 12 meses

Tokenização de ativos

Outro ponto destacado no levantamento é o avanço da tokenização de ativos, que teria crescido cerca de 248% em relação ao ano anterior, aproximando-se de US$ 30 bilhões em valor de mercado. A tokenização de ações, em especial, aparece como uma das vertentes de crescimento mais rápido, saltando de US$ 38 milhões para cerca de US$ 1 bilhão.

Apesar do avanço, especialistas apontam que a tokenização ainda enfrenta desafios estruturais, como questões jurídicas sobre propriedade, custódia e reconhecimento regulatório. Em muitos casos, a adoção institucional depende de clareza sobre como esses ativos serão tratados em diferentes jurisdições, o que ainda está em evolução.

Valor de mercado das ações negociadas publicamente e tokenizadas na blockchain

“O potencial transformador das ações tokenizadas vai muito além do acesso à negociação 24 horas por dia, 7 dias por semana. Uma vez na blockchain, as ações tokenizadas podem ser usadas como garantia em DeFi — gerando rendimento em posições que antes ficavam ociosas em contas de corretoras”, destaca o relatório. 

Stablecoins como serviço

No campo das stablecoins, o relatório associa o crescimento recente à aprovação de marcos regulatórios como a Lei GENIUS nos Estados Unidos. O número de stablecoins de marca própria teria aumentado de 5 em 2020 para 360 em 2026. Ainda assim, analistas destacam que o mercado tende a se concentrar em poucos emissores dominantes, o que pode limitar a fragmentação observada nos dados brutos.

A chamada tese dos “super apps” também aparece como tendência, com empresas buscando integrar serviços financeiros completos em uma única plataforma. Esse movimento, no entanto, levanta preocupações sobre concentração de mercado e uso de dados, além de desafios regulatórios relacionados à supervisão de múltiplas atividades sob um mesmo ecossistema.

Dados de mercado indicam ainda que a entrada de usuários continua sendo um gargalo relevante. Estimativas citadas no estudo sugerem que até 50% das transações falham após etapas de verificação, muitas vezes devido a bloqueios por instituições financeiras tradicionais. Para analistas, esse tipo de fricção mostra que a integração entre sistemas ainda depende de ajustes operacionais e regulatórios.

O número de stablecoins de marca própria aumentou de 5 em 2020 para 360 em 2026
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