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segunda-feira, abril 20, 2026

Lagarde reforça meta de inflação em meio a incertezas e prega cautela em decisões do BCE

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A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, disse nesta segunda-feira que a autoridade monetária irá fazer o que for preciso para que a inflação retorne a 2% no médio prazo e reiterou seu compromisso com a estabilidade de preços na zona do euro. Ela ainda vê muita incerteza no cenário econômico, mas acredita que os dirigentes devem estar prontos para agir quando tiverem as informações necessárias, embora tenha destacado a necessidade de cautela antes de tomar “decisões firmes de política monetária”.

“Definir a política monetária nesse ambiente é um desafio”, ela afirmou, sobre o choque nos preços do petróleo. “Nosso compromisso é claro: garantir a estabilidade de preços. Faremos o que for preciso para que a inflação retorne a 2% no médio prazo.”

Lagarde destacou a incerteza no cenário econômico, diante da disrupção na oferta de energia por conta da guerra entre os Estados Unidos e o Irã. Ela disse que, caso o conflito seja resolvido rapidamente, o choque inflacionário pode acabar sendo mais limitado e o impacto econômico, contido. No entanto, quanto mais tempo durar, maior será o descompasso entre oferta e demanda de energia e mais lenta a normalização.

“Quanto mais prolongada a disrupção, mais amplos serão seus efeitos, não apenas via preços mais altos, mas também pela perda de insumos críticos”, ela disse. “O cenário continua frágil, e trajetórias mais negativas ainda são possíveis.”

Até o momento, Lagarde vê poucos sinais de disrupções significativas nas cadeias de suprimento, tanto globalmente quanto na zona do euro. No entanto, ela destacou que tensões localizadas já são visíveis: “os preços de combustível de aviação praticamente dobraram desde o início do conflito, e já houve racionamento em alguns aeroportos desde o começo de abril”.

A presidente do BCE vê que, como as famílias e as empresas europeias acabaram de viver um choque inflacionário significativo, eles podem estar mais sensíveis a novos aumentos de custos. Por outro lado, preços mais altos de energia e menor confiança do consumidor tendem a pesar sobre a demanda, especialmente porque o crescimento já era moderado antes do conflito, o que pode limitar aumentos de preços e salários. “Essa dupla incerteza sugere cautela antes de decisões firmes de política monetária”, ela defendeu.

Lagarde também destaca que o espaço fiscal diminuiu desde a pandemia. “Governos que tentarem amortecer todos os choques para todos os grupos correm risco de comprometer a sustentabilidade fiscal”, ela disse.

[Fonte Original]

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